A expectativa em torno da abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o Banco Master cresceu nesta quarta-feira. O vice-líder do governo no Congresso, Lindbergh Farias (PT-RJ), confirmou que a base governista apoiará a criação da CPI tanto na Câmara quanto no Senado.
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Ele enfatizou que o partido não adotará uma postura defensiva em relação ao caso.
Apoio e Descartamento de Propostas
Lindbergh Farias criticou a proposta de CPI apresentada pelo Partido Liberal (PL), considerando-a distorcida. Ele ressaltou que a investigação deve ser conduzida pela Polícia Federal (PF), com apoio da Receita Federal e do Banco Central. Ele também mencionou o trabalho de Gabriel Galípolo, atual presidente do Banco Central, destacando o contraste com a gestão anterior.
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Envolvimento e Pressão por Investigação
O deputado Lindbergh Farias insinuou o envolvimento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no escândalo, sem apresentar provas. Ele expressou a convicção de que “todo mundo sabe” sobre a situação. O senador Eduardo Braga (MDB) manifestou confiança de que a CPI não perderá força, considerando o caso como “o maior escândalo do setor bancário do Brasil”.
Interesse e Dúvidas sobre o Caso
O senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) sinalizou interesse em aprofundar a apuração dos fatos, expressando o desejo de que a investigação avance. Parlamentares de ambos os lados do Congresso demonstraram apoio à CPI, embora a principal dificuldade possa ser a convocação dos envolvidos para prestar depoimento.
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Conexões e Acusações
A base governista apontou fortes ligações entre o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o ex-presidente Jair Bolsonaro. A oposição, por sua vez, levantou suspeitas sobre o conhecimento do caso por parte de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e outras autoridades do sistema financeiro.
A situação gerou pressão para a instalação imediata da CPI.
