Bank of America revela as “Sete Magníficas” brasileiras para análise de ações!

Bank of America Adapta Conceito de Wall Street para Analisar Ações Brasileiras
O Bank of America (BofA) implementou no Brasil um conceito de Wall Street muito conhecido para organizar a análise do mercado de ações, dividindo as empresas em grupos de crescimento e de valor. Em um relatório recente focado nas ações da América Latina, o banco apresenta sua seleção das “Sete Magníficas brasileiras”, fazendo uma analogia com os gigantes de tecnologia dos Estados Unidos, como Apple, Microsoft e Nvidia.
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Diferentemente do setor, o critério adotado pelo BofA é o perfil de crescimento. As empresas selecionadas são aquelas que demonstram grande potencial de expansão, escala e rentabilidade, segundo a análise do banco americano.
As “Sete Magníficas Brasileiras”: Foco no Crescimento
O grupo de crescimento é composto por Mercado Livre (MELI34), Nubank (ROXO34), WEG (WEGE3), BTG Pactual (BPAC11), Raia Drogasil (RADL3), Localiza (RENT3) e Itaú Unibanco (ITUB4). É notável a inclusão do Mercado Livre, uma empresa de origem argentina, mas listada nos EUA.
Justificativa da Seleção pelo BofA
O BofA justifica a escolha dessas companhias pelo peso significativo do Brasil em suas operações. No caso do Meli, o país é seu mercado principal. Além disso, critérios como a origem da receita e o nível de risco foram determinantes para a composição do grupo.
O desempenho recente dessas empresas reforça o perfil de expansão. Por exemplo, o Nubank reportou um aumento de 50% em um ano, alcançando um ROE anual recorde de 33%, com uma base de 131 milhões de clientes.
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Destaques de Rentabilidade e Expansão
Outras empresas do grupo também mostram sinais fortes de expansão. A Localiza, por exemplo, registrou lucro de R$ 939 milhões no trimestre, um aumento de 12,1% e crescimento de receita. Já a Raia Drogasil apresentou alta de 38,2% no Ebitda, apesar de uma leve redução no lucro.
Na semana analisada pelo relatório, até a última sexta, 17, esse conjunto de ações avançou 0,7%, o que reflete o apetite do mercado por ativos com potencial de crescimento.
As “Sete Inesquecíveis do Brasil”: O Viés de Valor
Em contrapartida, estão as “Sete Inesquecíveis do Brasil”, que incluem Petrobras (PETR4), Vale (VALE3), JBS (JBSS32), Banco do Brasil (BBAS3), Ambev (ABEV3), Bradesco (BBDC4) e Gerdau (GGBR4). O foco deste grupo é diferente, concentrando-se em empresas mais maduras.
São líderes em seus respectivos setores, caracterizadas por forte geração de caixa e negociadas a múltiplos mais baixos. Este grupo, segundo o Bank of America, possui um “viés de valor” e tende a ter melhor desempenho em cenários onde a previsibilidade de caixa e os dividendos ganham maior importância.
Na mesma semana de referência, o desempenho deste grupo foi de ligeira queda de 0,2%, ficando abaixo do movimento das “Sete Magníficas”.
Implicações para o Investidor e Rebalanceamento de Índices
A análise do BofA sugere que o mercado brasileiro pode ser interpretado hoje por meio dessa divisão clara entre crescimento estrutural e valor. Essa dinâmica, segundo o banco, tende a guiar a alocação dos investidores conforme o ciclo de juros.
O relatório também aborda fatores técnicos importantes. No índice MSCI, que mede empresas globais de grande e médio porte e será revisado em 12 de maio, espera-se um impacto levemente negativo para a América Latina. Estão previstas mudanças como a possível inclusão de ações do Itaú e da Aura Minerals (AURA33), enquanto Totvs (TOTS3) pode ser excluída.
Quanto ao Ibovespa, a B3 divulgará a prévia final em 24 de abril. Para o período de maio a agosto de 2026, a nova composição, divulgada pela B3, mantém a exclusão de papéis como Cyrela (CYRE4), Localiza e Axia Energia (AXIA7).
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