Bancos Digitais vs. Tradicionais: Onde o brasileiro prefere investir em 2026?

Bancos digitais vs. tradicionais em 2026: o que os dados da Anbima e Datafolha revelam sobre o dinheiro do brasileiro? Saiba quem lidera o investimento!

19/04/2026 15:10

4 min

Bancos Digitais vs. Tradicionais: Onde o brasileiro prefere investir em 2026?
(Imagem de reprodução da internet).

Panorama do Investimento Brasileiro: Bancos Digitais vs. Tradicionais em 2026

Os bancos digitais impulsionaram a popularização dos investimentos, especialmente com recursos como as “caixinhas”, e melhoraram o acesso ao crédito. Contudo, os dados da 9ª edição do “Raio X do Investidor Brasileiro 2026”, realizada pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) em parceria com o Datafolha, indicam que os bancos tradicionais ainda são o local preferido pela maioria dos brasileiros para investir.

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A penetração dos bancos tradicionais mostra um crescimento constante, passando de 67,01% em 2024 para 73,67% em 2025. Em contrapartida, os bancos digitais registraram um recuo, caindo de 43,78% para 38,87%.

Diferenças Geracionais e de Renda no Investimento

Há um contraste notável na relação entre gerações e o tipo de instituição financeira utilizada. No segmento de bancos digitais, a Geração Z representa 66% dos investidores, enquanto nos bancos tradicionais, os boomers lideram com 75%.

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Distribuição por Classes de Renda

Em termos de renda, as classes A e B concentram 52,3% dos investimentos em bancos digitais, comparado aos 22,6% das classes D e E. Já no setor tradicional, a classe A e B detém 82,3% do investimento, e as classes D e E representam 60,9%.

Canais de Aplicação: Online vs. Presencial

Apesar do setor tradicional ainda ser a escolha majoritária, os canais online dominam o comportamento do investidor. Os dados apontam que seis em cada dez brasileiros (63%) realizam aplicações financeiras pela internet, um aumento significativo em relação aos 61% anteriores.

O uso presencial, por outro lado, diminuiu, passando de 33% para 32% da população. Apesar da predominância digital, um dado preocupante é que apenas um terço da população possui uma reserva financeira.

A Realidade da Reserva Financeira do Brasileiro

A análise da perspectiva financeira geral do brasileiro revela números ainda preocupantes. O relatório aponta que um terço da população ainda não conta com reserva financeira. Dos que possuem economias, 10% têm reservas para menos de uma semana, número igual àqueles que conseguem cobrir até um mês.

Análise Detalhada das Reservas

A situação melhora ligeiramente para quem tem reservas entre um e dois meses (12%), e também para quem possui entre três a cinco meses. O percentual mais alto é encontrado em quem guarda dinheiro para seis meses a um ano (15%).

No entanto, há quedas acentuadas para reservas de um a dois anos (6%) e para quem guarda por cinco anos ou mais (3%). Especialistas consultados pela EXAME recomendam que o ideal seria ter reservas para cobrir, no mínimo, seis meses de despesas com a renda atual.

Quem Está Mais Vulnerável e Quem Investe

As classes de renda mais baixas são as mais afetadas, visto que quase metade da população das classes D e E não possui reserva financeira, embora as classes A e B também apresentem casos.

Variações por Geração

Entre as gerações, a faixa etária X (45 a 64 anos) é a que menos possui reserva financeira (37%). Os millennials (30 a 44 anos) vêm em segundo lugar (28%), e os boomers (65 anos ou mais) e a Geração Z (16 a 29 anos) aparecem em terceiro lugar (17%).

O número de investidores no Brasil fechou o ano passado com 60,6 milhões de pessoas, representando 36% da população (em 2024, esse índice era de 37%). Já os que não investem somam 107,7 milhões, ou 63% da população.

Projeções e Produtos Financeiros em Foco

As expectativas de crescimento do percentual de investidores mostravam um aumento gradual até 2025, mas a realidade foi de crescimento de 5% em 2022, 1% em 2023, 0% em 2024 e -1% em 2025, sem projeção para 2026.

Criptomoedas em Destaque

Ao analisar os produtos financeiros, um dado chama a atenção: criptomoedas lideram o interesse, superando imóveis, títulos públicos e previdência privada. Em 2025, 8% dos entrevistados tinham conhecimento sobre criptoativos, e 13% planejavam investir ou continuar investindo, ficando em segundo lugar em atratividade.

A poupança ainda é o produto principal, citada por dois em cada dez investidores. Contudo, sua participação mostra um declínio gradual, passando de 23% em 2021 para 22% em 2025. Apesar disso, ela permanece como destino principal, mesmo rendendo abaixo do CDI.

Migração de Investimento

O movimento é desigual: os boomers aumentaram a exposição à poupança em cinco pontos percentuais, enquanto a Geração Z reduziu em nove pontos. O crédito privado é o segundo produto mais procurado (7%), seguido pelos fundos de investimento (5%).

Observa-se uma tendência de migração para produtos mais sofisticados entre as classes mais altas. Segundo a Anbima, as classes A e B registraram a maior queda na participação na poupança, que caiu de 34% em 2021 para 28% em 2025.

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