Bancos chineses reduzem juros e flexibilizam crédito para expansão, mas alertam para riscos financeiros no sistema bancário.
Bancos chineses estão intensificando esforços para expandir suas carteiras de empréstimos antes do final do ano. Essa expansão se manifesta através da redução de taxas de juros em empréstimos comerciais garantidos por imóveis e da flexibilização dos critérios de concessão de crédito, conforme apontado por analistas.
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Essa dinâmica pode, de fato, amplificar os riscos financeiros no sistema bancário.
Recentemente, uma moradora de Pequim, com sobrenome Chen, teve um pedido de aumento de empréstimo comercial com garantia imobiliária negado devido à avaliação do imóvel estar acima do limite estabelecido pelo banco. Contudo, o mesmo banco posteriormente aprovou um empréstimo de 10 anos com juros de 2,75% e uma relação empréstimo-valor (LTV) de 80%, permitindo que ela acessasse 4/5 do valor avaliado de sua propriedade.
Outros bancos ofereceram condições ainda mais favoráveis, conforme relatado por Chen à Caixin. Bancos estatais como o ICBC, CCB e Banco da China estão oferecendo taxas em torno de 2,45%, enquanto bancos de capital aberto reduziram as taxas para menos de 2% e elevaram os índices de LTV para 85%.
As taxas excepcionalmente baixas são possíveis devido ao apoio fiscal, conforme declarado por banqueiros à Caixin. Programas de subsídio de juros para empréstimos comerciais do setor de serviços, em parceria com governos locais, também contribuem para as condições favoráveis.
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Em Pequim, um empréstimo com taxa de 2,65% pode cair para 2,12% quando o governo municipal cobre 20% dos juros.
No entanto, alguns subsídios não são garantidos além do primeiro ano, conforme alertado por um funcionário de um banco estatal. Essa situação expõe os tomadores de empréstimo a pagamentos mais altos posteriormente. A facilidade de crédito também impulsionou um mercado paralelo de intermediários que auxiliam na falsificação de qualificações e na criação de empresas de fachada para acessar empréstimos baratos.
Esses intermediários cobram taxas para registrar empresas de fachada, fabricar históricos de transações e lidar com a documentação relacionada.
O boom de empréstimos comerciais, em meio à crise imobiliária na China, com valores de imóveis em queda em algumas regiões, pode aumentar os riscos financeiros no sistema bancário chinês. A prática de aumentar os índices de LTV na renovação de empréstimos, para evitar contabilizar perdas, é um fator de risco a ser observado.
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