Bancos centrais elevam reservas em ouro a 20,3% com incertezas globais. Ouro atinge US$ 3,9 trilhões, impulsionado por tensões geopolíticas e busca por segurança
Bancos centrais ao redor do mundo têm aumentado significativamente suas reservas em ouro, impulsionando o metal precioso para 20,3% das reservas internacionais no terceiro trimestre de 2025. Esse movimento supera a quantia mantida em euros, demonstrando uma busca por segurança em um cenário global marcado por incertezas.
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As reservas totais alcançaram US$ 18,0 trilhões, com o ouro representando US$ 3,9 trilhões desse valor, um aumento de 43,5% no acumulado de 2025.
Economistas apontam que a crescente demanda por ouro está ligada a fatores conjunturais, como disputas comerciais, tensões geopolíticas e o receio de novas guerras. A imprevisibilidade da política econômica dos Estados Unidos, especialmente durante o governo de Donald Trump e o uso de sanções financeiras, intensificaram essa busca por alternativas.
O metal precioso é visto como um ativo que não depende da solvência de um governo específico, oferecendo proteção em períodos de instabilidade.
Os bancos centrais estão buscando diversificar suas reservas, reduzindo a exposição ao dólar e outros ativos considerados de risco. Essa estratégia visa aumentar a autonomia e a segurança das reservas, especialmente em um cenário internacional onde a ordem financeira global não é mais vista como imutável.
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A busca por maiores rendimentos em outras dívidas também contribui para essa tendência.
Apesar do aumento geral, a distribuição do ouro nas reservas internacionais ainda é desigual. Países como Uzbequistão, Alemanha e Estados Unidos detêm a maior parte das reservas em ouro, com a Alemanha em segundo lugar, seguida pela Itália. O Brasil ocupa a 55ª posição, com 145,1 toneladas de ouro, representando apenas 5% das reservas nacionais.
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