O Banco Central (BC) anunciou na quarta-feira, 18 de junho de 2026, a liquidação extrajudicial do Banco Pleno e da Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários. A decisão, segundo o BC, se deve ao comprometimento financeiro da instituição, que enfrentava dificuldades de liquidez e havia infringido normas regulatórias e determinações anteriores do Banco Central.
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O conglomerado, considerado de pequeno porte e enquadrado no segmento S4 da regulação prudencial, liderado pelo Banco Pleno, detinha uma participação modesta no Sistema Financeiro Nacional, representando 0,04% do ativo total e 0,05% das captações totais.
A situação da instituição, que antes se chamava Banco Voiter, levava o nome de Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master, de Daniel Vorcaro.
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A liquidação extrajudicial implica na indisponibilização dos bens dos controladores e administradores da instituição, que também era responsável pela criação do Credcesta, empresa de empréstimos consignados originária da Bahia. A Empresa Baiana de Alimentos (Ebal), estatal que havia sido privatizada em 2017, também estava ligada à estrutura, oferecendo cartões aos servidores do estado.
O histórico do Banco Pleno remonta à década de 1960, quando foi fundado. A instituição teve um papel ativo no mercado de capitais, com ligações à antiga bolsa Mercantil e de Futuros (BM&F). Em 2008, o banco iniciou operações na B3, e em 2020, recebeu um aporte de capital do empresário do agronegócio Roberto de Rezende Barbosa, que posteriormente o vendeu ao Banco Master no final de 2024.
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