Na manhã de quarta-feira, 18, o Banco Central (BC) anunciou a liquidação extrajudicial do Banco Pleno. Essa medida, considerada surpreendente para o mercado, foi resultado da deterioração da situação financeira do banco, que nasceu da compra do antigo Banco Voiter e é controlado pelo empresário Augusto Ferreira Lima.
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A intervenção ocorreu após o Banco Pleno ter violado normas bancárias e comprometido sua liquidez.
Motivos da Intervenção
A decisão do BC foi motivada por três fatores principais. Primeiro, o banco enfrentava uma grave deterioração de sua liquidez, ou seja, não possuía recursos suficientes para cumprir com suas obrigações imediatas. Segundo, o Banco Pleno havia infringido as regras que regem o Sistema Financeiro Nacional.
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Por fim, o BC bloqueou os bens dos controladores e administradores para garantir o pagamento dos credores.
Proteção do FGC
Apesar da situação delicada, o Banco Pleno fazia parte do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Isso significa que os clientes, incluindo investidores em CDBs, LCIs, LCAs e correntistas, têm uma camada de proteção. O FGC garante o pagamento de até R$ 250 mil por CPF.
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Como Funciona o Resgate do Dinheiro
O Banco Central nomeará um liquidante que organizará a lista de credores. O pagamento será feito, geralmente, através do aplicativo do FGC em algumas semanas. É importante ressaltar que as dívidas contraídas com o banco ou através do CredCesta não são canceladas.
Impactos e Próximos Passos
O caso do Banco Pleno está sendo investigado em relação à possível venda de “ativos podres” para bancos públicos, buscando identificar se houve tentativa de ocultar um rombo financeiro. Jamille Novaes, redatora e analista de políticas públicas no FDR, explica a importância da simplificação de normas complexas do Governo Federal para o cidadão brasileiro.
