Banco Master: Revelações chocantes expõem irregularidades! Investigação do Banco Central, liderada por Gabriel Galípolo, aponta para fraudes no Banco Master. Ailton de Aquino detalha o papel da Tirreno Consultoria e a falta de carteira. Saiba mais!
Em fevereiro de 2026, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, anunciou que a autoridade monetária havia identificado indícios de irregularidade no Banco Master, após uma investigação que começou em março do mesmo ano. As suspeitas sobre a inexistência de uma carteira de crédito ganharam força após um documento concluído em março, elaborado após a investigação do Banco Central.
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Essa revelação ocorreu em um evento promovido pela Associação Brasileira de Bancos, onde Galípolo detalhou os novos elementos sobre a atuação do Banco Central no caso.
Inicialmente, o diretor de Fiscalização, Ailton de Aquino, afirmou que o Banco Central só conseguiu identificar os créditos falsos da Tirreno Consultoria Promotoria de Crédito e Participações S.A. após a compra do Master pelo BRB, em março de 2025.
No entanto, essa versão se contradizia com o relatório inicial, que já apontava indícios de irregularidade desde janeiro de 2025. A Tirreno Consultoria, responsável por repassar os créditos falsos para o Master e, posteriormente, para o BRB, era uma sociedade de crédito investigada pela Polícia Federal.
A reunião entre representantes da Tirreno e da Cartos Sociedade de Crédito Direto S.A., outra sociedade de crédito envolvida, ocorreu em 27 de junho de 2025, na sede do Banco Central em Brasília.
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A investigação revelou que o Banco Central não tinha encontrado informações sobre créditos tomados pela Tirreno no Sistema de Informações de Crédito (SCR) até março de 2025. A descoberta da falta de carteira ocorreu no mês do anúncio da aquisição do Banco Master pelo BRB.
A complexidade da situação se agravou com a necessidade de avaliar a viabilidade da operação de compra, que envolveu diversas mudanças no perímetro e prazo de análise da documentação enviada pelas instituições financeiras. O trabalho do ex-diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução, Renato Gomes, foi fundamental para identificar os potenciais problemas e notificar o Ministério Público Federal.
O Banco Central, sob a liderança de Galípolo, buscou preservar a estabilidade do sistema financeiro e punir os responsáveis pelos malfeitos. A autoridade monetária alertou que a investigação se concentrava nas pessoas envolvidas, e não na instituição em si.
A análise da viabilidade da operação de compra do Banco Master pelo BRB foi fundamental para justificar a decisão de rejeitar a aquisição. O presidente do Banco Central ressaltou a importância do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) para proteger os depositantes e garantir a segurança do sistema financeiro.
A captação líquida do Banco Master em 2025, coberta pelo FGC, caiu R$ 9,2 bilhões em relação a 2024, enquanto a captação líquida não coberta pelo FGC recuou R$ 2 bilhões. O aporte do acionista, Daniel Vorcaro, ultrapassou R$ 2 bilhões.
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