Banco Master: Diretor Ailton de Aquino depõe na PF; caso tem semelhanças com Banco Cruzeiro do Sul. Investigações apontam para fraudes e manipulação de balanços
O diretor de Fiscalização do Banco Master, Ailton de Aquino, prestou depoimento à Polícia Federal em 30 de dezembro. Durante o depoimento, ele afirmou que o caso de fraudes envolvendo o Banco Master apresenta semelhanças significativas com o caso do Banco Cruzeiro do Sul, uma instituição financeira paulista que foi liquidada devido a fraudes e manipulação de balanços.
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O Poder360 já reportou que o caso do Banco Master resultará em um aporte recorde no FGC (Fundo Garantidor de Crédito).
Em valores ajustados pela inflação, o Banco Cruzeiro do Sul registrou prejuízos de R$ 6,6 bilhões em 2012. A situação levou à sua liquidação após a identificação de irregularidades e a maquiagem de seus balanços financeiros.
Janaina Pereira Lima Palazzo, delegada da Polícia Federal, mencionou que Ailton de Aquino seria ouvido em uma situação semelhante à de uma testemunha. Aquino detalhou a emissão de Cédulas de Crédito Bancário (CCBs) sem lastro financeiro adequado pelo Banco Master, que apresentou um crescimento exponencial, mas com problemas de insolvência e falta de liquidez.
O Banco Central acusa a instituição de gestão fraudulenta para manipular a contabilidade.
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A delegada demonstrou interesse sobre o envolvimento da Tirreno Consultoria Promotoria de Crédito e Participações S.A., uma empresa sediada em São Paulo que está sob investigação por ter “originado” uma carteira de R$ 6,7 bilhões em créditos consignados em operações consideradas inexistentes.
O mesmo time que identificou irregularidades em 2012 também conduziu o trabalho em 2025, que resultou nas operações policiais contra o Banco Master. Um dos indícios é o alto volume de crédito em diversos estados do país, além do uso repetido de números para fraudar o montante de recursos.
O diretor do Banco Central questionou sobre a identificação de falsificações em massa de títulos, similar ao caso do Cruzeiro do Sul. Aquino respondeu que o banco já havia vivenciado situações semelhantes. As técnicas de auditoria confirmaram a inexistência dos créditos, e questionamentos foram feitos sobre o recebimento de recursos via Pix ou conta bancária, para avaliar a fraude.
O caso do Banco Master e do Banco Econômico resultaram em medidas no SCR (Sistema de Informações de Crédito) e outras mudanças para ampliar a transparência nas operações de crédito.
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