Em depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF), em 30 de dezembro de 2025, o banqueiro e fundador do Banco Master afirmou que a instituição enfrentava dificuldades de liquidez. Ele detalhou que, apesar dessa situação, o banco cumpriu todos os seus compromissos até o momento do decreto de liquidação pelo Banco Central (BC).
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A crise, segundo ele, foi desencadeada por alterações nas regras do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), responsável por proteger investidores em casos de falência bancária.
Impacto das Mudanças no FGC
O depoente ressaltou que as mudanças nas regras do FGC foram resultado de “pressão dos grandes bancos”. Essas alterações levaram o Banco Master a buscar alternativas para captar recursos, o que, segundo ele, gerou uma “campanha contrária, reputacional contra o banco”.
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Ele enfatizou que o modelo de negócios do Master era “100% baseado no FGC”, e que não havia irregularidades, considerando-o o “regra do jogo”.
Operação e Investimentos
Vorcaro informou que o banco originou entre R$ 400 milhões e R$ 500 milhões em operações de crédito, mas reduziu o volume para preservar a liquidez, em resposta a comunicações do Banco Central. Ele declarou ter investido quase R$ 6 bilhões de recursos próprios para manter o funcionamento do Banco Master durante a crise.
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Processo de Venda ao BRB
O banqueiro detalhou que a venda do Banco Master ao Banco de Brasília (BRB) foi construída com o apoio do Banco Central. A proposta do BRB envolvia a compra de 58% das ações da instituição, e a operação foi fiscalizada pelo Ministério Público.
O Banco Central concluiu a compra em setembro.
Relações com Autoridades e BRB
Vorcaro afirmou ter conversado diretamente com o governador do Distrito Federal, (MDB), sobre a compra do Master. Ele detalhou ter tido conversas pessoais sobre o assunto em duas ocasiões, em 2024 e 2025, tanto em sua casa quanto na casa do governador.
O banqueiro também mencionou o envolvimento do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, no processo de aquisição.
