Banco Master: Especialista Aponta Fraude Sistêmica e Culpa Múltipla! 🤯 Ramiro detalha falhas que levaram à liquidação extrajudicial em 2025. Crise expõe erros do Banco Central, CVM e investidores. Saiba mais!
O presidente da Associação Brasileira dos Assessores de Investimentos (Abai), Ramiro, detalhou o que considerou ser uma série de falhas que levaram à liquidação extrajudicial do Banco Master, em novembro de 2025. O especialista, que possui 39 anos, ressalta que a demora na resolução do caso já era evidente antes da decisão da autoridade monetária, com “dúvidas” sobre a saúde financeira da instituição, levantadas há um ano por gestões anteriores. “As informações do que vinha acontecendo com o Master não são de agora, já vinham de gestões passadas”, declarou ao Poder360.
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Em novembro de 2024, o então presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, havia dado um ultimato ao Master, exigindo medidas para melhorar a administração e a situação financeira do banco. Essa pressão culminou na nomeação de Gabriel Galípolo, que era o diretor de Política Monetária, para o comando da autarquia em janeiro de 2025.
Ramiro avalia que o caso do Master extrapolou os níveis, mostrando falhas que precisam ser corrigidas, independentemente de onde estejam.
O especialista define o caso como “a maior fraude do sistema bancário brasileiro”, e afirma que vários atores falharam. “Entendo que a culpa foi de todos: Banco Central, Comissão de Valores Mobiliários (CVM), distribuidoras, plataformas, investidores”, disse.
Ramiro enfatiza que a situação do Master expôs falhas sistêmicas que precisam ser corrigidas.
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Em nota encaminhada a este jornal digital, a defesa de Daniel Vorcaro afirmou que o Banco Master estava cumprindo os compromissos que assumiu com a autoridade monetária, reforçando sua governança e seu capital. A defesa mencionou a transação com o Banco de Brasília, que do Master, além de outros ativos, sem sucesso.
A defesa de Daniel Vorcaro esclarece que os compromissos assumidos pelo Banco Master junto ao Banco Central em novembro de 2024 estavam sendo cumpridos, conforme demonstrado no próprio acompanhamento realizado ao longo de 2025. “Como consta no depoimento prestado por Daniel Vorcaro, o banco vinha adotando as medidas pactuadas, incluindo reforço de governança e de capital, ajustes operacionais, venda de ativos e busca ativa de soluções de mercado.
A negociação com o BRB fez parte desse rol de medidas. “Essas providências foram comunicadas às autoridades regulatórias e implementadas dentro dos parâmetros técnicos exigidos. Até o momento da liquidação, o Banco Master permanecia solvente, com ativos superiores aos passivos, conforme demonstrações financeiras auditadas e monitoradas pelo Banco Central. “Daniel Vorcaro segue colaborando com as autoridades competentes e confia que a apuração técnica completa dos fatos permitirá esclarecer adequadamente o contexto das decisões administrativas tomadas.”
O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) tem de cobrir aproximadamente R$ 47 bilhões a clientes do Master e do Will Bank –braço digital do banco fundado por Daniel Vorcaro– depois da liquidação extrajudicial das duas instituições. É o causado ao mecanismo que assegura o reembolso de até R$ 250 mil a cada credor.
Há a expectativa de mudanças no FGC, que atua como um colchão para proteger investidores e impedir que haja uma crise financeira sistêmica. Os aportes ao fundo vêm das instituições financeiras associadas.
Em setembro de 2024, a Abai encaminhou ao Banco Central um ofício pedindo mais transparência na atuação dos assessores de investimento na venda de fundos. Não houve resposta, segundo a associação. Um novo envio foi feito em novembro de 2025, sem retorno. “A gente entende que a transparência não tem que ser só da indústria de fundos, valores mobiliários.
Tem que ser da indústria como um todo, também dos produtos bancários”, afirma Ramiro. A referência é feita a produtos de renda fixa bancária, como LCI (Letra de Crédito Imobiliário), LCA (Letra de Crédito do Agronegócio), CDB e Poupança. “Esses produtos não são transparentes”, acrescenta.
Ramiro ressalta que a situação do Master expôs falhas sistêmicas que precisam ser corrigidas, independentemente de onde estejam.
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