O relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, deputado da União Brasil-AL, em entrevista ao Poder360, expressou preocupação com o caso do Banco Master, considerando-o um possível reflexo de problemas mais amplos no Brasil.
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O deputado, que não manifestou preferência por nenhum nome específico, destacou que o banqueiro Daniel Vorcaro, devido às revelações sobre supostos créditos fraudulentos, está sob intenso escrutínio.
Oitiva e Possíveis Atrasos
A oitiva com Daniel Vorcaro, originalmente agendada para a quinta-feira (5.fev.2026), pode ser adiada devido a uma possível solicitação de habeas corpus pela defesa do empresário. Um acordo foi alcançado para que a oitiva ocorra após o período do Carnaval, sob a condição de que os advogados não interfiram na convocação.
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O objetivo é garantir que a investigação prossiga de forma eficiente.
Foco nos Grandes Bancos
O deputado enfatizou a importância de investigar não apenas o Banco Master, mas também os maiores bancos do país. Ele acredita que o sistema financeiro, através de figuras como Daniel Vorcaro, pode ter envolvido uma parcela significativa da economia nacional.
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A intenção é garantir que todos os bancos prestem esclarecimentos sobre as suspeitas de irregularidades.
Investigações e Envolvimento de Outras Instituições
O deputado mencionou que o governo do PT tem tentado dificultar as convocações para a CPMI do INSS. Ele apontou tentativas de blindagem na convocação de representantes de bancos como Santander, PicPay, Crefisa e C6 Bank, que seriam “campeões em reclamações de aposentados e pensionistas”.
A investigação busca identificar se outras instituições financeiras também estavam envolvidas no esquema.
Esquema de Fraudes e o Papel do Banco Master
A Polícia Federal (PF) está investigando um esquema de fraudes bilionárias contra o sistema financeiro, envolvendo o Banco Master e seus executivos. O caso está sob análise no Supremo Tribunal Federal (STF), com o ministro Dias Toffoli como relator.
A decisão final sobre o andamento do processo caberá a ele.
Segundo as investigações, o esquema envolvia a venda de títulos de renda fixa de alto rendimento, como CDBs, que financiavam fundos de investimento dos quais o banco era o único cotista. O Ministério Público Federal (MPF) alega que o negócio se baseava em circular ativos sem riquezas, artificialmente inflacionando os resultados financeiros.
O caso do Banco Master levanta sérias questões sobre a segurança e a proteção dos direitos dos aposentados e pensionistas no Brasil.
