Crise e Liquidação do Banco Master: Uma Análise Detalhada
Em novembro de 2025, após um período de crescente instabilidade e suspeitas de gestão fraudulenta, o Banco Master, uma instituição financeira diversificada atuante no atacado e no varejo, foi liquidado extrajudicialmente. A saga do banco, que mais que dobrou de tamanho em apenas um ano, entre 2023 e 2024, levantou questões sobre a supervisão do Banco Central e a proteção dos depositantes.
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O Contexto da Crise
O Banco Master, que operava com um modelo de crédito diversificado e pequeno porte (segmento 3 de regulação prudencial), apresentou um crescimento exponencial entre 2023 e 2024, impulsionado por aportes de capital, captações de longo prazo e aquisições de outros bancos.
No entanto, essa expansão coincidiu com uma série de problemas, incluindo a falta de liquidez e a inadimplência de créditos.
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O Papel do Banco Central e do FGC
O Banco Central (BC) admitiu que recebeu alertas do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) sobre os problemas do Banco Master, mas manteve o sigilo sobre o número e o teor desses alertas, justificando-se pela proteção de informações sigilosas, conforme artigos 5 e 6 da Lei de Acesso à Informação de 2012.
O BC realizou pelo menos 38 avisos à autoridade monetária, conforme apurado pelo Poder360.
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Investigações e Descobertas
A liquidação do Banco Master foi precedida por investigações que revelaram irregularidades, como a utilização de créditos falsos (informações de crédito da Tirreno) sem registro no Sistema de Informações de Créditos (SCR), e a falta de ativos líquidos na composição de fundo de liquidez.
Além disso, o BC identificou que o banco não atendia às normas relativas ao gerenciamento do risco de crédito e que dependia de informações prestadas por terceiros.
Tentativas de Salvamento e Ações do BC
O Banco Central e o FGC implementaram diversas medidas para tentar salvar o Banco Master, incluindo a venda de ativos (como o controle do Banco Voiter e Letsbank S.A.), a obtenção de assistência financeira de curto prazo e a interrupção de captações para evitar o aumento de prejuízos aos credores.
O BC também abriu um processo administrativo sancionador e comunicou o caso ao Ministério Público Federal (MPF).
Consequências e Lições Aprendidas
A liquidação do Banco Master evidenciou a importância da supervisão rigorosa e da transparência por parte do Banco Central, bem como a necessidade de mecanismos de proteção aos depositantes em casos de crise financeira. O caso também gerou debates sobre a regulação do FGC e seu impacto na estratégia de captação de recursos das instituições financeiras.
