“Abacaxi” no Palácio! Investigação sobre Banco Master avança com declarações polêmicas de Gleisi Hoffmann. Saiba mais!
A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), afirmou que o governo do presidente (PT) está lidando com o caso do Banco Master como um “abacaxi” que está sendo “descascado”. A declaração veio em resposta a questionamentos do Poder360 sobre o então presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo e o atual chefe da autoridade monetária, Roberto Campos Neto, e o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o presidente Lula.
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Segundo Gleisi, não há constrangimento no governo em relação ao encontro e o Planalto tem adotado uma posição “firme e decidida” sobre o caso. “O Master nós estamos enfrentando como deve ser enfrentado”, afirmou. “É um caso de fiscalização do Banco Central e de apuração da Polícia Federal. (…) Vorcaro foi preso sob a gestão do nosso governo no Banco Central (…). É um abacaxi que nós estamos descascando e não temos problema nenhum em relação a ele.”
O Poder360 procurou o Banco Central para comentar a reunião com Vorcaro. A autoridade monetária disse que não se manifestará. Diretores do BC têm autonomia e não precisam informar ao presidente do órgão sobre compromissos. Ao manter o encontro em sigilo, Galípolo não infringiu nenhuma norma da instituição.
Em dezembro de 2024, já circulavam no mercado rumores sobre problemas de liquidez do Master. O banco oferecia a clientes e a correspondentes bancários CDBs com taxa de rendimento de 140% do CDI, percentual considerado atípico. Ainda assim, Galípolo não comunicou Campos Neto sobre a reunião no Planalto.
Gleisi voltou a afirmar que o governo federal não adota posição institucional sobre a instalação de CPIs ou CPMIs para investigar o Banco Master, apesar de parlamentares do PT apoiarem requerimentos em tramitação no Congresso. Segundo a ministra, a decisão cabe ao Legislativo, e o Executivo vai lidar com o cenário que vier a ser definido.
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Na Câmara, o deputado federal (PSB-DF) protocolou um pedido para a instalação da CPI do Banco Master, com o apoio de 201 parlamentares. O deputado (PL-RJ) já reúne 257 assinaturas entre membros das 2 Casas, que incluem desde o senador (PT-ES) ao líder da oposição no Senado, (PL-RN).
Apesar das assinaturas suficientes, o movimento é liderado pelo Centrão, que atua para postergar a CPI diante do risco de que uma investigação parlamentar exponha uma rede extensa de relações políticas mantidas por Daniel Vorcaro. Entre os nomes mais citados com proximidade a Vorcaro estão o senador (PI), presidente nacional do PP, e Antônio Rueda, dirigente do União Brasil.
Ambos teriam participado das articulações para viabilizar a tentativa de venda do Banco Master ao Banco de Brasília (BRB), operação posteriormente vetada pelo Banco Central.
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