Banco do Brasil registra queda de lucro com alta nas provisões em 2025

Banco do Brasil registra queda de 60% no lucro em 2025; inadimplência sobe e previstos disparam. Lucro líquido ajustado foi de R$ 3,8 bi.

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(Imagem de reprodução da internet).

O Banco do Brasil apresentou um lucro líquido ajustado de R$ 3,8 bilhões no terceiro trimestre de 2025. Este valor representa uma diminuição de 60,2% em comparação com o mesmo período de 2024, que registrou um lucro de aproximadamente R$ 9,5 bilhões.

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A divulgação do balanço financeiro ocorreu na quarta-feira, 12 de novembro de 2025. O documento completo está disponível em formato PDF (238 kB).

Margem Financeira Bruta e Carteira de Crédito

Naquele trimestre, a Margem Financeira Bruta (MFB) alcançou R$ 26,4 bilhões, demonstrando um crescimento de 5,1% em relação ao segundo trimestre de 2025. No entanto, houve uma retração de 1,9% em comparação com o mesmo período de 2024. A carteira de crédito do Banco do Brasil atingiu R$ 1,3 trilhão até o final de setembro, representando um avanço de 7,5% em relação ao ano anterior.

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Inadimplência e Provisões para Perdas

A inadimplência total acima de 90 dias subiu para 4,93%, um aumento de 72 pontos-base (bps) em relação a junho de 2025. Esse índice foi influenciado principalmente pela inadimplência na carteira agro, que atingiu 5,34%, com um aumento de 185 bps, especialmente na cultura da soja e nas regiões do Centro-Oeste e Sul.

A inadimplência de pessoas físicas elevou-se para 6,01%, um aumento de 42 bps, devido à sobreposição de operações com produtores rurais e ao aumento da inadimplência nas carteiras renegociadas e na linha de cartão de crédito. A inadimplência da carteira de pessoas jurídicas ficou em 4,06%, com uma redução de 12 pontos-base.

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Aumento nas Provisões para Perdas de Crédito

O aumento nas provisões para perdas de crédito foi um fator significativo na redução do lucro, totalizando R$ 17,9 bilhões no terceiro trimestre de 2025, com um crescimento de 77,7% em relação a 2024. Esse aumento reflete a maior inadimplência e a aplicação de normas do Banco Central, que exigem que os bancos reservem valores para cobrir as expectativas de crédito não recebido, e não apenas o que já está em atraso.

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