Banco da Amazônia busca investimento estrangeiro para impulsionar desenvolvimento regional, com foco em sustentabilidade e crescimento econômico na Amazônia.
Por mais de oito décadas, o Banco da Amazônia tem sido o principal agente financeiro de desenvolvimento da maior floresta tropical do mundo. Atualmente, a instituição está focada em atrair milhões em investimento internacional, visando ampliar seu impacto na região amazônica, equilibrando crescimento econômico e preservação ambiental.
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A estratégia central é que a sustentabilidade ambiental depende diretamente da qualidade de vida e do desenvolvimento socioeconômico da população local. O diretor de Relações com Investidores, Fábio Maeda, ressalta que “quem está vivendo bem vai proteger a floresta e fazer um projeto de manejo mais sustentável”.
O banco busca um novo objetivo: atrair investimentos internacionais para ampliar seu impacto na região amazônica, equilibrando crescimento econômico e preservação ambiental. A instituição planeja modernizar seus processos e tecnologia, adequando-se aos padrões internacionais de investimento sustentável, com foco em resultados mensuráveis. Atualmente, o Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO) não atende à demanda regional, o que impulsiona o foco na transformação da governança e dos processos. O banco já captou recursos da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) para projetos de bioeconomia e está fechando um acordo com o Banco Mundial para iniciativas de transição energética, além de buscar apoio do BID, Jaika (Japão), bancos da Coreia e dos Emirados Árabes.
O Banco da Amazônia atua em todo o ecossistema de desenvolvimento, oferecendo crédito desde microcrédito com o maior programa da região Norte, que cresceu superior a 100% nos últimos anos, até grandes projetos de infraestrutura em logística, aeroportos e saneamento.
A capilaridade do banco, que possui 124 agências espalhadas pelos sete estados da região Norte, mais Mato Grosso e Maranhão, atrai o interesse de investidores internacionais, que reconhecem o conhecimento profundo do banco sobre a realidade local e sua capacidade de aplicar recursos de forma eficiente.
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Um exemplo prático é a trajetória de empreendedores que começam no microcrédito e evoluem para exportadores, como produtores de açaí que iniciaram como coletores e hoje exportam “açaí liofilizado”. Além do crédito, o banco investe em assistência técnica, oferecendo orientação em gestão empresarial e econômica, criando um ecossistema mais sustentável.
O impacto é medido anualmente por meio de estudos que avaliam como os financiamentos afetam indicadores como IDH, empregabilidade e produtividade nas regiões atendidas. Iniciativas específicas, como a linha Pecuária Verde, incentivam práticas mais sustentáveis com integração lavoura-pecuária, permitindo maior produtividade em menos área e ajudando a combater o desmatamento.
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