Banco Central mantém juros altos; Copom decide manter Selic em 15% e projeções do IPEA caem para 2026.
O presidente do Banco Central, Fábio Galípolo, declarou em 26 de novembro de 2025 que o Brasil mantém um histórico de taxas de juros elevadas. A declaração foi feita durante um evento online promovido pelo Itaú Asset Management. Galípolo enfatizou que o Banco Central seguirá com uma política monetária restritiva, visando alcançar a convergência da taxa de juros no tempo necessário.
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Em novembro, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a Taxa Selic em 15% ao ano, por unanimidade. Essa decisão foi motivada pela conjuntura econômica nos Estados Unidos e seus reflexos nas condições financeiras globais.
Galípolo destacou que, apesar da percepção de investidores internacionais, o Brasil apresenta uma taxa de desemprego em torno de 5%. Ele observou que, em outras economias, um aperto monetário similar poderia levar a uma recessão, o que não ocorreu no Brasil devido à resiliência da atividade econômica.
A resiliência é impulsionada por fatores estruturais, como o crescimento da participação na força de trabalho e o aumento do emprego.
O presidente do Banco Central afirmou que os indicadores recentes apontam para uma desaceleração da economia, porém em ritmo lento e gradual. Embora essa lentidão preocupe, pois retarda a convergência da inflação para a meta, ela também reduz o risco de uma desaceleração abrupta na atividade econômica.
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A instituição monitora de perto a situação, buscando um equilíbrio entre o controle da inflação e a manutenção da estabilidade econômica.
Em setembro, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) projetou um crescimento da economia brasileira de 2,4% para 2025 e 2% para 2026. Essas projeções foram revisadas para baixo, indicando uma expectativa de desaceleração do crescimento econômico nos próximos anos.
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