Banco Central Não Se Envolve em Escândalo Banco Master: Campos Neto Explica Posição
Banco Central não se responsabiliza por falhas de bancos S3! Ex-presidente Roberto Campos Neto esclarece que o BC não analisa operações de bancos S3 e não assume responsabilidade por falhas de terceiros. Escândalo do Banco Master envolve ex-funcionários do BC
Banco Central Não Se Envolve em Casos de Bancos S3 e Não Assume Responsabilidade por Falhas de Terceiros
Em nota enviada ao Broadcast, sistema de notícias do Grupo Estado, o ex-presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, esclareceu que a cúpula da instituição não analisa as operações de bancos do segmento S3 – que englobam instituições de médio porte – e que, portanto, não pode ser responsabilizada por falhas cometidas por terceiros.
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A declaração veio após uma conversa com a reportagem, que havia informado Campos Neto sobre um processo investigativo em andamento conduzido pela Controladoria-Geral da União (CGU) contra ex-funcionários da autarquia envolvidos no escândalo do Banco Master.
Investigações da CGU e Permanência de Ex-Funcionários
O processo da CGU investiga irregularidades que supostamente ocorreram entre 2019 e 2023, período em que Campos Neto liderava o BC. O sistema bancário brasileiro é dividido em categorias de instituições financeiras, classificadas por tamanho. O Banco Central se concentra nos casos envolvendo bancos maiores, como os S1 e S2, que possuem ativos acima de 10% e entre 1% e 10% do Produto Interno Bruto, respectivamente.
Essas instituições são acompanhadas de perto pela diretoria executiva da instituição.
Caso do Banco Master e Funcionários Envolvidos
O Banco Master, instituição do segmento S3 com 0,57% do ativo total do sistema, foi o foco das investigações. A nota de Campos Neto detalha que o ex-diretor de Fiscalização, Paulo Sérgio Neves de Souza, e o ex-chefe de Departamento de Supervisão Bancária, Belline Santana, estavam envolvidos no caso.
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Ambos os funcionários estavam na instituição antes da nomeação de Campos Neto e permaneceram até o final de 2024, após sua saída do Banco Central.
Contexto da Supervisão e Apoio Interno
Campos Neto enfatizou que os funcionários em questão eram profissionais de carreira do BC e receberam apoio dos quadros internos do próprio banco. A área de fiscalização e supervisão do Banco Central tradicionalmente conta com funcionários de longa data da autarquia.
A presidência do Banco Central não se envolve diretamente nas operações específicas de bancos menores, como os do segmento S3, e não pode ser responsabilizada por falhas cometidas por terceiros. A nota busca esclarecer a atuação do Banco Central e a natureza do processo investigativo.
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