O Banco Central determinou a liquidação extrajudicial da gestora de fundos Reag nesta quinta-feira (15). A decisão ocorre em um contexto de investigações envolvendo a empresa e conexões com o Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de combustíveis.
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Envolvimento e Conexões
João Carlos Mansur, fundador e ex-CEO da Reag, permaneceu como presidente do conselho de administração até outubro de 2025. Ele também foi alvo da operação Carbono Oculto, em 2025.
Outras Atuações Empresariais de Mansur
Mansur possui outras participações empresariais. Ele é conselheiro do Palmeiras, co-fundador e ex-presidente do conselho de administração da Revee, empresa focada em espaços para eventos, e fundador da Ciabrasf (Companhia Brasileira de Serviços Financeiros), onde também presidiu o conselho de administração por um período.
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Investigações e Operações Financeiras
A Reag Trust, responsável pela administração dos fundos, foi alvo de investigação por operações fraudulentas com o Banco Master, entre julho de 2023 e julho de 2024. Segundo o Banco Central, essas operações violavam normas do Sistema Financeiro Nacional, apresentando falhas de gestão de risco, crédito e liquidez.
Operação Carbono Oculto
A Reag e a Revee também foram alvos da Operação Carbono Oculto, que investiga ligações entre o setor de combustíveis, o PCC e empresas financeiras.
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Posicionamento das Instituições Financeiras
O Banco Master informou que a Reag era uma prestadora de serviços, com atuação restrita à gestão e administração de fundos, assim como outras gestoras. A instituição enfatizou que a Reag é uma das maiores do país e não possui participação na gestão interna.
O Banco Central informou que continuará tomando medidas cabíveis para apurar as responsabilidades e que os bens dos controladores e ex-administradores da instituição podem ficar indisponíveis, conforme as disposições legais.
