Liquidação Extrajudicial da Will Financeira e Impactos no Sistema Financeiro
O Banco Central (BC) decretou nesta quarta-feira (21) a liquidação extrajudicial da empresa Will Financeira, que atuava como braço digital do Banco Master. A decisão se tornou necessária devido ao comprometimento da situação econômica da Will Financeira, sua insolvência e o controle exercido pelo Banco Master, também em processo de liquidação.
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A lei exige a indisponibilidade dos bens dos controladores e ex-administradores da instituição em liquidação. O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) cobre até R$ 250 mil para clientes, e o pagamento será realizado após o BC receber as informações das instituições envolvidas.
O processo de solicitação de ressarcimento pelo FGC envolve etapas para clientes físicos e jurídicos. Pessoas físicas farão a solicitação por aplicativo, enquanto empresas utilizarão o site do FGC após cadastro no Portal do Investidor.
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O Banco Central informou que continuará investigando as responsabilidades envolvidas, podendo aplicar medidas sancionadoras e comunicar as autoridades competentes. A situação se insere em um contexto mais amplo, relacionado à liquidação do Banco Master e à Operação Compliance Zero, que investiga fraudes bilionárias e o uso de fundos de investimento para ocultar prejuízos.
A liquidação extrajudicial também inclui empresas como Will Holding Financeira, Master Holding Financeira e 133 Investimentos e Participações, além de indivíduos como Armando Miguel Gallo Neto, Daniel Vorcaro, Felipe Wallace Simonsen, Felipe Félix Soares e Ricardo Saad Neto.
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O BC justificou a medida pela grave crise de liquidez do conglomerado Master e por violações às normas que regem a atividade das instituições do Sistema Financeiro Nacional (SFN).
