Banco Central e Política Fiscal em Xeque: Corte de Juros Atrasado?

Mercado acompanha de perto corte de juros. Banco Central e política fiscal geram incertezas no Ibovespa. Especialistas revisam projeções para março de 2026.

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(Imagem de reprodução da internet).

Mercado Financeiro: Expectativas de Corte de Juros em Xeque

O mercado financeiro brasileiro observa com cautela a possibilidade de cortes na taxa Selic, principal ferramenta do Banco Central para controlar a inflação. A expectativa de redução dos juros tem impulsionado o Ibovespa, mas a incerteza em torno da política fiscal e o cenário global de incertezas têm levado especialistas a revisarem suas projeções.

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A principal preocupação reside no fato de que o Banco Central pode optar por um corte menor do que o esperado, o que poderia impactar negativamente o preço dos ativos e o câmbio.

Um dos principais fatores que influenciam essa cautela é a possibilidade de um aumento nos gastos públicos durante o ano eleitoral, o que poderia comprometer o controle da inflação e dificultar a atuação do Banco Central. Especialistas, como Felipe Sant’Anna, da Axia Investing, alertam que a política fiscal expansionista do governo pode impedir que o Banco Central inicie um ciclo de cortes de juros.

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A incerteza em relação à inflação e aos riscos fiscais tem levado analistas a adiar as previsões de início dos cortes, que agora apontam para março de 2026.

Apesar da incerteza, o mercado continua a observar o fluxo de capitais para o Brasil, que tem sido positivo desde o final do ano passado. Esse movimento é impulsionado pela desvalorização do dólar globalmente e pela busca de investidores por ativos de maior rentabilidade.

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No entanto, a percepção é de que esse fluxo positivo pode ser interrompido se o Banco Central optar por um corte menor do que o esperado, o que poderia gerar instabilidade no mercado.

Analistas preveem que os juros podem cair um total de 2,5 pontos percentuais este ano, mas há a possibilidade de que essa redução seja maior, chegando a 3 ou 3,5 pontos percentuais. A decisão final dependerá da evolução da inflação e da política fiscal do governo.

A incerteza em relação a esses fatores tem levado os especialistas a adotar uma postura cautelosa e a revisarem suas projeções de forma constante.

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