Banco Central e Polícia Federal trocam acusações no caso Banco Master. Procurador Cristiano Cozer interrompe interrogatório sobre próximos passos. Investigações sobre fraudes de R$ 11 bilhões
O procurador-geral do Banco Central, Cristiano Cozer, interrompeu um interrogatório da Polícia Federal sobre o caso do Banco Master em 30 de dezembro. A principal discordância surgiu em relação à pergunta sobre os próximos passos do órgão. Cozer argumentou que a questão era “vaga” e “especulativa”, ressaltando que o diretor de Fiscalização do BC, Ailton de Aquino, estava respondendo a “fatos” e não a “avaliações”.
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Ele enfatizou que as decisões são tomadas por uma diretoria colegiada e dependem de avaliações futuras em andamento.
A delegada Janaina Pereira Lima Palazzo, da Polícia Federal, havia questionado se o Banco Central estaria considerando novas medidas para garantir a estabilidade financeira, além da liquidação do Banco Master. Cozer defendeu que a pergunta exigia uma resposta objetiva, como “sim” ou “não”, e que a resposta de Aquino dependeria de avaliações futuras.
O juiz auxiliar do ministro do STF, Carlos Vieira Von Adamek, concordou com a pergunta, repetindo-a ao diretor do BC.
Aquino, por sua vez, afirmou não ter problemas em responder, reiterando que as decisões são tomadas pela governança do Banco Central, passando por diversas instâncias administrativas antes de serem formalizadas. Ele esclareceu que o processo do Banco Master, assim como de outras instituições, está em avaliação, e que o diretor de Fiscalização do Banco Central tem até 5 anos para propor um processo administrativo sancionador.
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A investigação se concentra nas ações do Banco Central em relação ao Banco Master, que foi acusado de fraudes em mais de R$ 11 bilhões. Em novembro de 2023, a autoridade monetária deixou de fora da sanção o Will Bank, instituição financeira ligada ao conglomerado do Master, devido à sua base de clientes composta por classes de renda mais baixas.
Posteriormente, o BC incluiu o Will Bank em suas investigações. A Polícia Federal busca entender os procedimentos sancionatórios adotados pelo Banco Central, e o diretor de Fiscalização do BC confirmou que outros processos administrativos serão instaurados, além do que trata sobre as carteiras de créditos fraudulentas, e que a autoridade monetária continua comunicando irregularidades ao Ministério Público Federal.
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