Banco Central e Polícia Federal se encontram em Brasília após investigação no Banco Master

Banco Central e Polícia Federal se reuniram em Brasília; investigação apura fraudes no Banco Master com Daniel Vorcaro. Reunião em 2026 gera divergências no STF

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(Imagem de reprodução da internet).

Reunião entre Banco Central e Polícia Federal em Brasília

Em 14 de janeiro de 2026, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, realizou uma reunião com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, na sede da corporação em Brasília. O encontro, que ocorreu às 19h10, teve duração de aproximadamente uma hora e término às 20h15, sem que qualquer declaração fosse feita pelos presentes.

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Essa reunião se seguiu a uma escalada institucional, desencadeada por investigações que visam o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e outros investidores.

Investigação e Pressão Institucional

A reunião representa um gesto de aproximação e respaldo do Banco Central à Polícia Federal, em um momento de tensão entre investigadores e o Supremo Tribunal Federal. O Banco Central esteve no centro da crise ao liquidar o Banco Master em 2025 e enfrenta uma pressão contínua.

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A investigação apura fraudes bilionárias, com estimativas de prejuízo de até R$ 12 bilhões no sistema financeiro.

Mandados de Busca e Apreensão

A Polícia Federal, com o apoio do Supremo Tribunal Federal, executou mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Daniel Vorcaro, familiares e outros investigados em São Paulo e em outros estados. Foram apreendidos relógios, dinheiro em espécie e outros bens, avaliados em mais de R$ 5,7 bilhões.

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O ministro do STF Dias Toffoli determinou que a operação fosse cumprida em até 24 horas a partir de 12 de janeiro.

Divergências e Reações

Após a operação, houve divergências entre a Polícia Federal e o ministro Toffoli sobre a guarda das provas. A PF solicitou acesso técnico para realizar perícias, mas o ministro manteve as provas lacradas no Supremo. A defesa de Daniel Vorcaro, representada pelos advogados Roberto Podval, Pierpaolo Cruz Botini e Sérgio Leonardo, reafirmou a colaboração do banqueiro com as autoridades.

As defesas de Nelson Tanure e Pablo Naves Testoni também se manifestaram, reiterando a ausência de qualquer prática ilícita por parte de seus clientes.

Conclusão

A reunião entre o Banco Central e a Polícia Federal, juntamente com as subsequentes divergências e reações, demonstram a complexidade e a importância da investigação em curso. A operação busca esclarecer fraudes bilionárias no Banco Master e envolve diversas figuras-chave do sistema financeiro brasileiro.

O Poder360 continuará acompanhando o caso, buscando informações sobre as defesas dos demais alvos da operação.

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