Banco Central divulga relatório de outubro, com crescimento de 0,9% no crédito, atingindo R$ 6,91 trilhões. A taxa média de juros foi de 31,9% ao ano em outubro
O volume de crédito no Brasil apresentou um crescimento de 0,9% em outubro, em comparação com setembro, atingindo R$ 6,91 trilhões. O Banco Central divulgou este relatório, denominado “Estatísticas Monetárias e de Crédito”, em 26 de novembro de 2025 (PDF – 326 kB).
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O dado reflete a dinâmica do mercado de crédito no país.
O saldo de crédito acumulado no ano subiu 7,0% e em 12 meses, atingiu 10,0%. A autoridade monetária, em seu relatório de setembro, havia estimado uma alta de 8,8% para o ano de 2025. Essa evolução demonstra o dinamismo do setor financeiro.
O Banco Central divide o estoque de crédito em dois grupos principais: recursos livres, provenientes de contratos firmados após negociação no mercado, e recursos direcionados, que incluem subsídios governamentais (federal, estadual ou municipal) para tornar as taxas de juros mais atrativas.
Em outubro, os recursos livres aumentaram 0,7%, atingindo R$ 3,96 trilhões, com alta de 5,2% no acumulado do ano e 8,8% em 12 meses. Já os recursos direcionados avançaram 1,1% no mês, alcançando R$ 2,95 trilhões, com alta de 9,5% no ano e 12,2% em 12 meses.
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Considerando tanto os recursos livres quanto os direcionados, o saldo de crédito teve um aumento de 1,3% em outubro em relação a setembro para pessoas físicas, totalizando R$ 4,32 trilhões. Esse volume subiu 8,8% no acumulado do ano e 11,3% em 12 meses.
Para pessoas jurídicas, houve um aumento mensal de 0,3%, atingindo R$ 2,59 trilhões, com alta de 4,0% no ano e 8,4% em 12 meses.
A taxa média de juros no Brasil foi de 31,9% ao ano em outubro, com um aumento de 0,6 ponto percentual (p.p.) em relação a setembro. No ano, a alta foi de 3,4 p.p., e em 12 meses, de 4,0 p.p. As taxas são mais elevadas para pessoas físicas, atingindo 36,6% em outubro.
Para pessoas jurídicas, a taxa foi de 21,7%.
A taxa média de juros, quando consideradas apenas as operações de crédito com recursos livres, subiu para 46,3% em outubro, com um aumento de 0,8% no mês, 5,6% no ano e 6,1% em 12 meses. As modalidades de crédito apresentam diferenças significativas nas taxas de juros: rotativo do cartão de crédito (439,8% -3,9 p.p.); cheque especial (139,3% -1,4 p.p.); crédito pessoal não consignado (101,4% +0,3 p.p.); crédito consignado para trabalhador do setor privado (59,0% +0,6 p.p.); crédito consignado para funcionário público (24,7% +0,3 p.p.); crédito consignado para beneficiários de aposentadorias e pensões (23,8% -0,2 p.p.).
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