Um relatório recente revelou que R$ 10,02 bilhões em recursos ficaram retidos por clientes em diversas instituições financeiras, incluindo bancos, administradoras de consórcios, corretoras e cooperativas. Os dados, consolidados até novembro de 2023, indicam que 49,31 milhões de pessoas físicas têm direito a receber R$ 7,80 bilhões, enquanto 4,96 milhões de empresas estão com R$ 2,22 bilhões a serem devolvidos.
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Distribuição dos Valores
A maior parte dos valores a serem devolvidos está concentrada em valores baixos. Cerca de 65,20% dos beneficiários podem solicitar a devolução de valores entre R$ 0,01 e R$ 10. Um percentual de 23,19% dos clientes tem direito a sacar entre R$ 10,01 e R$ 100, enquanto 9,77% possui valores entre R$ 100,01 e R$ 1.000,01.
Apenas 1,85% dos clientes detém valores acima de R$ 1.000,01.
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Concentração dos Valores por Instituição
Os bancos concentram a maior parte dos “recursos esquecidos”, totalizando R$ 6,08 bilhões. As administradoras de consórcios possuem R$ 2,46 bilhões não resgatados, enquanto as cooperativas reúnem R$ 878,49 milhões. Outras instituições financeiras, como administradoras de pagamento e financeiras, também detêm valores a serem devolvidos.
Retorno de Recursos pelo Banco Central
Desde janeiro de 2022, o Banco Central já devolveu R$ 12,92 bilhões, beneficiando 32,01 milhões de pessoas físicas e 3,74 milhões de empresas. O sistema permite que pessoas físicas, inclusive falecidas, consultem se possuem valores retidos. Para realizar a consulta e solicitação de resgate, é necessário acessar o sistema oficial, utilizando uma conta gov.br com nível prata ou ouro e fornecer uma chave Pix.
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Processo de Solicitação e Devolução
A solicitação automática, disponível desde maio, permite que clientes com chave Pix do tipo CPF recebam os valores diretamente em suas contas. Para ativar a funcionalidade, é preciso seguir os passos no sistema gov.br, com verificação em duas etapas habilitada.
Instituições que não aderiram ao termo de devolução via Pix continuam exigindo solicitação manual. O Banco Central reforça que todas as etapas devem ser realizadas exclusivamente pelos canais oficiais, para evitar fraudes.
