Brasil Mantém Segunda Maior Taxa de Juros Reais do Mundo
O Brasil ocupa a segunda posição no ranking mundial de juros reais, com uma taxa ajustada pela inflação estimada em 9,44% ao ano, conforme levantamento do economista Jason Vieira, da MoneYou e Lev Intelligence. A posição é mantida mesmo com sinais de desinflação interna e melhorias no cenário externo.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Expectativa de Manutenção da Selic
Nesta quarta-feira, 28, o Banco Central (BC) deve anunciar a manutenção da taxa Selic. A expectativa do mercado é de que a taxa nominal brasileira, atualmente em 15% ao ano, permaneça inalterada.
Análise do Mercado
A avaliação do mercado aponta três fatores principais que justificam a manutenção dos juros elevados: cenário global desinflacionário, impulsionado pela exportação de deflação da China; dólar mais fraco, com o real valorizado abaixo de R$ 5,30; e desinflação consistente no Brasil, apesar da volatilidade recente.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Comparativo Internacional
A taxa de juros real do Brasil supera países como Rússia (7,89%), Argentina (7,14%) e México (4,21%). Em termos nominais, o Brasil figura na quarta colocação global, atrás da Turquia (39,5%), Argentina (29%) e Rússia (16,5%).
Foco do Banco Central
A manutenção dos juros em patamar elevado reflete o foco do BC em consolidar a reanálise das expectativas de inflação, mesmo com sinais de arrefecimento nos preços. A desaceleração da atividade econômica e a valorização cambial criam um ambiente mais favorável para o corte.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
LEIA TAMBÉM!
Riscos e Perspectivas
No entanto, dois pontos permanecem no radar do BC: o mercado de trabalho aquecido, que pode sustentar a inflação de serviços, e o ritmo lento de reanálise das expectativas, ainda acima da meta.
