Banco Central deve manter juros altos no Brasil, 2ª maior taxa do mundo

Brasil mantém 2ª maior taxa de juros do mundo! Banco Central deve manter Selic em 15% – Análise do mercado e cenário internacional.

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(Imagem de reprodução da internet).

Brasil Mantém Segunda Maior Taxa de Juros Reais do Mundo

O Brasil ocupa a segunda posição no ranking mundial de juros reais, com uma taxa ajustada pela inflação estimada em 9,44% ao ano, conforme levantamento do economista Jason Vieira, da MoneYou e Lev Intelligence. A posição é mantida mesmo com sinais de desinflação interna e melhorias no cenário externo.

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Expectativa de Manutenção da Selic

Nesta quarta-feira, 28, o Banco Central (BC) deve anunciar a manutenção da taxa Selic. A expectativa do mercado é de que a taxa nominal brasileira, atualmente em 15% ao ano, permaneça inalterada.

Análise do Mercado

A avaliação do mercado aponta três fatores principais que justificam a manutenção dos juros elevados: cenário global desinflacionário, impulsionado pela exportação de deflação da China; dólar mais fraco, com o real valorizado abaixo de R$ 5,30; e desinflação consistente no Brasil, apesar da volatilidade recente.

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Comparativo Internacional

A taxa de juros real do Brasil supera países como Rússia (7,89%), Argentina (7,14%) e México (4,21%). Em termos nominais, o Brasil figura na quarta colocação global, atrás da Turquia (39,5%), Argentina (29%) e Rússia (16,5%).

Foco do Banco Central

A manutenção dos juros em patamar elevado reflete o foco do BC em consolidar a reanálise das expectativas de inflação, mesmo com sinais de arrefecimento nos preços. A desaceleração da atividade econômica e a valorização cambial criam um ambiente mais favorável para o corte.

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Riscos e Perspectivas

No entanto, dois pontos permanecem no radar do BC: o mercado de trabalho aquecido, que pode sustentar a inflação de serviços, e o ritmo lento de reanálise das expectativas, ainda acima da meta.

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