Banco Central defende atuação técnica, ignora críticas sobre juros altos. Presidente Galípolo ressalta foco no controle da inflação e critérios técnicos.
Em uma reunião com banqueiros, o presidente do Banco Central (BC), Galípolo, defendeu a atuação técnica da instituição, enfatizando a importância de não se deixar influenciar por pressões externas, como críticas sobre os juros altos. A fala ocorreu em um almoço anual promovido pela Febraban, a federação dos bancos.
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Galípolo ressaltou que o BC deve priorizar o cumprimento do mandato de controlar a inflação, sem se preocupar com questões midiáticas ou mobilizações populares.
O presidente do BC destacou que o papel da autarquia é seguir critérios técnicos, com transparência para a população. Ele mencionou que o BC está “dependente dos dados” e ciente do seu compromisso com a meta de inflação. Galípolo frisou que a instituição lidou com problemas cumprindo “exatamente” o que dizem a norma e o regimento legal.
Galípolo fez um agradecimento especial ao diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton Aquino, pelo “trabalho espetacular desde o início”. O presidente do BC afirmou que a instituição reagiria e tomaria decisões diante de desafios. Ele salientou que, quem está no Banco Central, não pode se dar ao direito de se incomodar com eventuais críticas por parte do governo em relação ao nível da taxa de juro.
Galípolo avaliou que, quando se encerra um ciclo de alta nos juros, é esperado que se iniciem apostas de quando a taxa Selic começará a cair. Em um cenário como esse, já é esperado que surjam incômodos com as decisões da autarquia, independente de quais sejam e em que momentos são tomadas.
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O presidente do BC utilizou a metáfora de que o BC é sempre o “último zagueiro”, de quem “a bola não pode passar”.
Galípolo disse ainda que observa uma diminuição dos riscos de cauda, após a autarquia ser desafiada ao longo do ano na missão de levar a inflação ao centro da meta: 3%. Ele fez o comentário após lembrar, em uma breve retrospectiva do ano, que 2025 começou com o mercado questionando se a política monetária conseguiria cumprir o seu papel.
O presidente do BC afirmou que a instituição reagiria e tomaria decisões diante de desafios.
Galípolo concluiu que, com a redução dos riscos de cauda, houve uma maior convicção de que a política monetária funciona e que o Banco Central atuará sempre que houver qualquer tipo de risco ou ameaça relativa à questão de segurança ou estabilidade.
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