O Banco Central, por meio do diretor de Fiscalização, Ailton de Aquino, forneceu informações relevantes durante um depoimento à Polícia Federal. A investigação centraliza-se na governança do Banco de Brasília (BRB) e na existência de carteiras de crédito fraudulentas do Banco Master.
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A análise da situação demonstra uma possível falha na identificação dessas fraudes durante o processo de aquisição do BRB.
Questionamentos e Respostas da PF
A delegada Janaina Pereira Lima Palazzo questionou sobre a eficácia das técnicas de auditoria na detecção da inexistência dos créditos. Aquino respondeu positivamente, afirmando que, com a aplicação de técnicas adequadas, a governança do BRB deveria ter identificado as fraudes.
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Ele enfatizou que, como auditor de carreira, ele tinha confiança na capacidade de detecção.
Intervenção do Banco Central e Provisonamento
O Banco Central inquiriu o BRB sobre as ações em curso, poucos dias após a operação da Polícia Federal liderada por Daniel Vorcaro. O banco informou a necessidade de provisionamento devido às carteiras de crédito inexistentes. Aquino declarou que o BRB teria que fazer uma provisão superior a R$ 5,0 bilhões.
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Detalhes das Fraudes e Envolvimento de Terceiros
A investigação revelou que o Banco Central teve “certeza” sobre as fraudes após uma reunião em 27 de junho de 2025 com representantes da Cartos e Tirreno Consultoria. Aquino mencionou que o sócio da Tirreno, André Felipe de Oliveira Seixas Maia, teria declarado a geração de mais de R$ 6 bilhões em créditos, o que seria “impossível” considerando o porte da companhia.
A investigação também abordou a emissão de CCBs sem lastro do Banco Master.
Divergências e Acusações
A investigação destacou divergências entre os depoimentos do Banco Master e do BRB. Enquanto o Master afirmava que os créditos eram verdadeiros, a estatal declarava que o extrato era uma “ficção” e que nunca recebeu os valores. O Banco Central acusa a empresa de gestão fraudulenta para maquiar a contabilidade.
Medidas e Acusações do Banco Central
O Banco Central acusou a empresa do empresário Daniel Vorcaro de fraudes em mais de R$ 11 bilhões. Em novembro, a autoridade monetária deixou de fora da sanção o Will Bank, instituição financeira que era do conglomerado do Master. Em janeiro, porém, o BC o Will Bank.
