Banco Central alerta: inflação persiste e Selic alta segue! Gabriel Galípolo detalha cenário econômico e futuro da política monetária. Saiba mais!
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, comentou nesta segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026, sobre a atual situação econômica e as perspectivas para a inflação. Galípolo enfatizou que não houve uma “vitória” definitiva contra a inflação, ressaltando que o aquecimento do mercado de trabalho surpreendeu a autoridade monetária, levando a uma taxa Selic elevada.
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Galípolo explicou que a “calibragem” do corte dos juros dependerá de novos dados econômicos. Ele esclareceu que a sinalização de um corte não significa o fim do ciclo de aperto monetário. “Essa não é uma volta da vitória porque a gente ainda tem dados que mostram uma resiliência econômica.
Por isso, a gente está falando de um ajuste”, declarou.
O presidente do BC destacou que a autoridade monetária seguirá observando os dados para tomar decisões. Ele defendeu uma abordagem cautelosa, buscando garantir a segurança na condução da política monetária e a convergência da inflação à meta.
Galípolo descreveu o cenário econômico como “copo meio cheio e meio vazio”, apontando para uma melhora nas expectativas de inflação e a resiliência do mercado de trabalho, ainda aquecido. A taxa Selic elevada, embora tenha impactado o crescimento econômico e setores dependentes de crédito, também gerou uma “surpresa positiva” no comportamento da inflação.
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Em 2025, o Banco Central teve uma “resposta ativa” na política monetária, com altas na Selic que elevaram o patamar da taxa. Galípolo recordou que, na época, a autoridade monetária reagiu à deterioração das expectativas de inflação, que chegavam a 6% e com mais de 85% dos componentes do IPCA acima da meta.
A taxa Selic permanece em 15% ao ano desde junho de 2025. As medianas indicam taxas de 3,97% em 2026, de 3,80% em 2027 e de 3,50% em 2028. O Banco Central continua atento às projeções de inflação acima da meta de 3% no horizonte relevante da política monetária.
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