O diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton Aquino, declarou não ter sofrido pressões políticas relacionadas à liquidação extrajudicial do Banco Master ou à manutenção de suas operações. Essa afirmação foi feita em depoimento à Polícia Federal, com acesso do Poder360 em 30 de dezembro.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Aquino enfatizou que, em seu papel de fiscalização, não recebeu informações sobre pressões de autoridades republicanas em relação à liquidação do banco.
Cessão de Carteira de Créditos
O depoimento de Aquino ocorreu em meio a um inquérito sobre a cessão da carteira de créditos do Banco Master para o BRB (Banco de Brasília). O procurador-geral do Banco Central, Cristiano Cozer, esclareceu que Aquino atuava como testemunha no inquérito, focando na cessão da carteira e não na liquidação do Master.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Investigação da Tirreno Consultoria
A delegada Janaina Palazzo, da Polícia Federal, demonstrou interesse sobre o envolvimento da Tirreno Consultoria Promotoria de Crédito e Participações S.A., empresa investigada por ter originado uma carteira de R$ 6,7 bilhões em créditos consignados em operações inexistentes.
O Master obteve documentos da empresa e os analisou.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
LEIA TAMBÉM!
Reuniões e Revelações
Aquino declarou que o Banco Central teve “certeza” sobre as fraudes após uma reunião em 27 de junho de 2025 com representantes da Cartos Sociedade de Crédito Direto S.A. e da Tirreno Consultoria. O sócio da Tirreno, André Felipe de Oliveira Seixas Maia, teria afirmado ter gerado mais de R$ 6 bilhões em créditos, o que Aquino considerou “impossível” devido ao porte da empresa.
Problemas Financeiros e Acusações
O Banco Master apresentou um crescimento exponencial, mas enfrentava problemas de insolvência e liquidez. O Banco Central acusa a instituição financeira de gestão fraudulenta para maquiar a contabilidade. A emissão de CCBs (Cédulas de Crédito Bancário) sem lastro também foi investigada.
Medidas do Banco Central
O Banco Central determinou o fim das operações do Banco Master em 18 de novembro de 2025, acusando a empresa do empresário Daniel Vorcaro de fraudes em mais de R$ 11 bilhões. Em novembro, a autoridade monetária deixou de fora da sanção o Will Bank, instituição financeira que era do conglomerado do Master.
Em janeiro, o BC incluiu o Will Bank na sanção.
