Banco Central adota cautela com isenção de IR e projeções de inflação em 2026

Banco Central adota cautela com isenção do IRPF; Galípolo avalia impacto na inflação. Estimativa preliminar do Copom busca entender efeito na economia.

1 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, manifestou nesta quarta-feira, 12 de novembro de 2025, cautela em relação aos efeitos da nova faixa de isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) sobre a inflação. O Comitê de Política Monetária (Copom) adotou uma “estimativa preliminar” como parte de sua estratégia de política monetária.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Essa abordagem reflete a necessidade de avaliar o impacto potencial da medida na economia.

Potencial Impacto no Orçamento da Classe Média

O projeto de lei do IRPF possui o potencial de injetar R$ 28 bilhões no orçamento da classe média, conforme cálculos do governo (PT). A expectativa é que esse aumento no poder de compra, impulsionado pela isenção, influencie o consumo dos brasileiros, que representam uma parcela significativa da população.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Financiamento da Isenção Fiscal

A renúncia fiscal, ou seja, a decisão do governo de não arrecadar determinados valores em impostos, será financiada através da tributação de pessoas com alta renda. Essa estratégia visa equilibrar o impacto da isenção no consumo da classe média com a necessidade de manter a estabilidade fiscal.

Avaliação Contínua pelo Banco Central

O Banco Central, por meio de Galípolo, enfatizou a importância de uma abordagem “humilde, modesta e transparente” diante das incertezas existentes. A instituição continuará monitorando os dados econômicos para entender o impacto real da nova faixa de isenção do IRPF.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

LEIA TAMBÉM!

A mediana das projeções dos agentes financeiros para a inflação em 2026 é de 4,20%, embora alguns economistas prevejam uma taxa mais elevada, próxima de 5,0%, devido aos efeitos da política fiscal do governo.

Considerações Finais do Banco Central

Diogo Abry Guillen, diretor de Política Econômica, destacou as “nuances” da medida de ampliação da isenção do IRPF. O Banco Central planeja recalibrar continuamente suas estimativas, analisando os dados disponíveis para determinar se a estimativa preliminar deve ser reavaliada.

A instituição busca garantir uma condução da política monetária que considere todos os fatores relevantes para a estabilidade econômica.

Sair da versão mobile