Baleias Beluga em Bristol: Estratégia Reprodutiva Incomum Revelada em Pesquisa

Baleias Beluga em Bristol: Descoberta Incomum! Machos e fêmeas têm múltiplos parceiros, garantindo diversidade genética na população de Bristol, Alasca

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(Imagem de reprodução da internet).

Baleias Beluga em Bristol: Estratégia Reprodutiva Incomum

Uma população de aproximadamente 2 mil baleias beluga na Baía de Bristol, Alasca, utiliza uma estratégia reprodutiva singular para garantir sua sobrevivência. Pesquisas recentes, publicadas na revista Frontiers in Marine Science, revelam que machos e fêmeas mantêm múltiplos parceiros ao longo de suas vidas.

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Essa descoberta se baseia em uma análise genética abrangente de 623 indivíduos, conduzida pelo Instituto Oceanográfico Harbor Branch da Universidade Atlântica da Flórida.

Os cientistas inicialmente antecipavam a existência de um padrão poligínico, onde um número limitado de machos dominantes controlaria a reprodução. No entanto, os dados coletados demonstraram um sistema de poligandria, no qual machos e fêmeas estabelecem relações reprodutivas em diferentes épocas do ano.

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Essa dinâmica complexa desafia as expectativas tradicionais sobre o comportamento sexual das baleias.

A longevidade das baleias beluga, que pode ultrapassar um século, é um fator crucial para entender essa estratégia. A distribuição dos esforços reprodutivos ao longo de décadas pelos machos evita a concentração de paternidade, promovendo um equilíbrio genético na população.

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As fêmeas também trocam de parceiros em diferentes períodos, aumentando as chances de gerar filhotes com uma diversidade genética maior.

Fêmeas mais velhas apresentam um desempenho superior na reprodução, com um maior número de descendentes sobreviventes. Isso sugere que a experiência acumulada ao longo da vida influencia as escolhas reprodutivas das fêmeas. O sistema poliginândrico garante uma distribuição uniforme dos genes, elevando o número efetivo de indivíduos que contribuem para a próxima geração.

Essa estratégia é fundamental para a sobrevivência de populações pequenas e isoladas, como a da Baía de Bristol, pois limita as chances de endemicsmo e preserva a diversidade genética, um elemento essencial para a adaptação e resiliência da espécie.

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