Bahrein Urge ONU a Proteger Estreito de Ormuz em Crise com EUA e Irã
Bahrein busca proteção urgente no Estreito de Ormuz! Crise EUA-Irã intensifica disputa por rota comercial vital. Votação na ONU adiada e China resiste!
O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) está se preparando para votar uma resolução, proposta pelo Bahrein, com o objetivo de proteger o transporte comercial no estreito de Ormuz e nas áreas circundantes. A medida surge em meio à crescente preocupação com a segurança da principal via marítima, que se tornou um ponto crítico devido ao conflito em curso entre EUA e Irã, iniciado no final de fevereiro.
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A situação no estreito de Ormuz, que conecta o Golfo Pérsico ao Oceano Índico, tem gerado instabilidade e ameaças à livre circulação de mercadorias.
Atrasos na Votação e a Oposição da China
Inicialmente, a reunião dos 15 membros do Conselho de Segurança estava prevista para a sexta-feira (3), mas foi adiada para o sábado (4) e, posteriormente, remarcada para a próxima semana, sem uma nova data definida. A missão diplomática do Bahrein na ONU não divulgou imediatamente um posicionamento sobre o motivo do atraso.
A resolução enfrenta resistência, principalmente da China, que possui poder de veto, e de outros países.
Ajustes na Resolução e a Oposição da China
O Bahrein, atualmente presidente do Conselho de Segurança, apresentou um rascunho da resolução na quinta-feira (2), que previa a autorização de medidas para proteger o transporte comercial. O embaixador do Bahrein, Abdullatif bin Rashid Al Zayani, havia expressado otimismo sobre a realização da votação na sexta-feira, dependendo da vontade divina, e esperava uma posição unificada do conselho.
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Para superar objeções, o Bahrein retirou uma referência explícita à aplicação obrigatória da resolução.
Procedimento de “Silêncio” e a Aprovação Final
Um quarto rascunho da resolução passou pelo procedimento de “silêncio”, que exige que os membros do conselho se abstiveram de falar até um determinado horário, para facilitar a aprovação. No entanto, a China, juntamente com a França e a Rússia, quebrou o silêncio, mas o texto foi finalizado, sendo considerado “colocado em azul” pela ONU, indicando que a votação pode acontecer.
A resolução finalizada autoriza medidas por um período de pelo menos seis meses, ou até que o conselho decida de outra forma.
Posições e Preocupações Internacionais
O embaixador da China na ONU, Fu Cong, se opôs à autorização do uso de força, argumentando que isso legitimaria o uso ilegal e indiscriminado da força, levando a uma escalada do conflito e consequências graves. O presidente dos EUA, Donald Trump, reafirmou o compromisso de continuar os ataques ao Irã e mencionou a possibilidade de abrir o estreito de Ormuz com um pouco mais de tempo, apesar da pressão para uma resolução rápida.
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