Bafta vs. Oscar: Revelações chocantes! As premiações mostram diferenças culturais gritantes. Descubra por que o Bafta e o Oscar elegem filmes tão distintos.
A cerimônia do Bafta 2026, que acontecerá no dia 22 de fevereiro, quatro semanas antes da premiação da Academia de Hollywood, expõe uma interessante divergência entre as duas premiações. Análises dos últimos 10 anos revelam que as escolhas para Melhor Filme frequentemente se desviam, com apenas duas produções – “A Vida de Harold” (2020) e “O Homem na Máscara” (2023) – conquistando ambos os prêmios.
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Essa diferença reflete critérios, públicos e contextos culturais distintos entre as academias britânica e americana.
Nos últimos 10 anos, a Academia Britânica de Film and Television Arts (Bafta) e a Academia de Hollywood (Ampas) apresentaram escolhas distintas para Melhor Filme. A lista revela um padrão: em 2025, “O Silêncio dos Loucos” (Bafta) foi escolhido, enquanto “A Cor Púrpura” (Oscar) recebeu o prêmio.
Em 2024, ambos os prêmios foram concedidos a “O Ex-Marido” (ambos). Em 2023, “O Agente Secreto” (Bafta) e “Parasita” (Oscar) foram os vencedores. Em 2022, “Nomadland” (Bafta) e “Nomadland” (Oscar) foram os vencedores. Em 2021, “Nomadland” (ambos) foi o vencedor.
Em 2020, “1917” (Bafta) e “Parasita” (Oscar) foram os vencedores. Em 2019, “Roma” (Bafta) e “Green Book: O Guia” (Oscar) foram os vencedores. Em 2018, “Três Anúncios Para Um Crime” (Bafta) e “A Forma da Água” (Oscar) foram os vencedores.
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Em 2017, “La La Land” (Bafta) e “Moonlight: Sob a Luz do Luar” (Oscar) foram os vencedores. Em 2016, “O Regresso” (Bafta) e “Spotlight: Segredos Revelados” (Oscar) foram os vencedores.
A divergência entre o Bafta e o Oscar é influenciada por diversos fatores. A composição e o tamanho das academias são cruciais. O prêmio da Academia Britânica conta com aproximadamente 7.500 membros, majoritariamente britânicos, embora tenha expandido sua composição internacional nos últimos anos.
Já a Academia de Hollywood, predominantemente americana, com critérios de elegibilidade mais rígidos vinculados à carreira nos Estados Unidos. Essa diferença de perfil se reflete diretamente nas escolhas. Além disso, o Bafta possui categorias exclusivamente britânicas, como Melhor Filme Britânico e Melhor Estreia Britânica, criando um espaço adicional para produções locais.
O caso do ator brasileiro Wagner Moura ilustra as diferenças de perfil entre BAFTA e Oscar. Indicado ao Oscar de Melhor Ator por “O Agente Secreto”, Moura não recebeu o prêmio no Bafta, devido ao perfil ainda predominantemente anglófono da premiação britânica.
Todos os seis indicados a Melhor Ator no Bafta 2026 atuam em inglês em seus respectivos filmes. A Academia americana, por outro lado, tem demonstrado maior abertura para performances em outros idiomas. A ausência no Bafta não diminui a relevância da indicação ao Oscar, reforçando que a conquista americana representa um avanço real no reconhecimento internacional do cinema brasileiro.
Apesar da divergência histórica em Melhor Filme, o Bafta mantém relevância estratégica na temporada de premiações. Primeiro, porque vitórias no Reino Unido geram cobertura internacional que alimenta narrativas de favoritismo justamente quando os votantes do Oscar ainda estão decidindo seus votos.
Segundo, porque nas categorias técnicas, como Fotografia, Montagem, Efeitos Visuais, a convergência entre as academias é significativamente maior, tornando o BAFTA um indicador mais confiável nessas áreas. E terceiro, porque filmes que conquistam o público britânico demonstram capacidade de atravessar fronteiras culturais, um ativo valioso para produções internacionais como “O Agente Secreto” que precisam construir legitimidade global.
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