Bad Bunny e Trump em confronto! Show do Super Bowl expõe choque cultural nos EUA. Ataques do ex-presidente e medo do ICE: Bad Bunny boicota turnê nos EUA. Saiba mais!
O show do cantor Bad Bunny no intervalo do Super Bowl, realizado na noite de domingo, 8, expôs visões distintas sobre os Estados Unidos. A apresentação celebrou a cultura latina, culminando em uma homenagem a todos os países da América, com a frase “continuamos aqui”.
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Após a exibição, o então presidente Donald Trump lançou ataques à performance.
“O show do intervalo do Super Bowl é absolutamente terrível, um dos piores de todos os tempos! Não faz sentido nenhum, é uma afronta à grandeza da América e não representa nossos padrões de sucesso, criatividade ou excelência. Ninguém entende uma palavra do que esse cara está dizendo”, escreveu Trump na rede social Truth Social.
A crítica do presidente veio após o artista ter citado todos os países da América, emendando: “continuamos aqui”.
Antes do ataque, Trump já havia feito críticas a Bunny, e diversos perfis de apoio ao cantor nas redes sociais haviam promovido um boicote ao show. A apresentação de Bunny transmitiu duas mensagens claras: os imigrantes são importantes para os EUA e os países da América Latina merecem respeito.
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Essas ideias entram em conflito com a postura de Trump, que tem defendido a perseguição a imigrantes dentro dos EUA, considerando-os responsáveis por problemas como violência, falta de empregos e aumento do custo de vida.
A situação se agravou com a atuação do ICE (Immigration and Customs Enforcement), a polícia anti-imigrantes dos EUA. A agência, com agentes mascarados e armados, realizou operações em cidades americanas, temendo que o show fosse usado para prender imigrantes.
Bad Bunny, que se tornou um dos artistas mais ouvidos no mundo, optou por fazer uma série de shows em Porto Rico, sua terra natal, em vez de realizar uma turnê pelos Estados Unidos, devido ao receio de que o ICE usasse os eventos para prender imigrantes.
Ele já havia criticado a falta de ajuda à ilha após um furacão devastador em 2017 e, ao ganhar o Grammy em janeiro deste ano, também se manifestou sobre a situação.
A tensão aumentou com a morte de dois cidadãos americanos durante uma operação do ICE. Trump tentou retratar as vítimas como terroristas domésticos, mas depois recuou e alterou a descrição do local de uma das mortes, após uma onda de protestos.
A oposição cultural, representada por filmes como “Uma Batalha Após a Outra” e “Pecadores”, também se manifestou contra as políticas de imigração de Trump, intensificando a disputa nas eleições de meio de mandato, que ocorrerão em novembro.
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