B3 Continua em Ascensão, Impulsionada por Novas Receitas e Expectativas Positivas
A ação da B3SA3 (B3), controladora da bolsa brasileira, registrou um forte desempenho na última sexta-feira, 6 de janeiro de 2026, com um aumento de 4,86%. Esse movimento positivo reforça a valorização do papel, que já acumula um ganho de quase 26% em pouco mais de um mês.
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Em análises de longo prazo, a ação apresenta um crescimento ainda maior, com 58,49% na alta acumulada em 12 meses. O desempenho da B3 é impulsionado por uma nova estratégia de diversificação de receitas, que inclui empresas adquiridas nos últimos anos, como Neurotech, Neoway, PDTech e Datastore, além da Unidade de Infraestrutura de Financiamento oriunda da Cetip.
Mercado Vê Potencial na Ação da B3
A Bolsa, Brasil e Balcão, através do presidente da companhia, Gilson Finkelsztain, espera que a B3 reduza sua exposição aos ciclos do mercado de capitais, ampliando suas fontes de receita recorrente e aumentando a visibilidade desse negócio para os investidores.
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O mercado, em geral, demonstra otimismo em relação à B3, com a UBS BB elevando sua recomendação de neutra para compra, estabelecendo um preço-alvo de R$ 19,50. A análise da UBS BB considera que a controladora da bolsa brasileira deve acompanhar a evolução do mercado, com lucros cerca de 10% acima do consenso em 2026 e 2027.
A expectativa é de melhora na perspectiva de receitas em todas as frentes, com sinais de recuperação dos volumes de negociação.
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Análise Positiva de Gestoras e Investidores
O volume médio diário negociado (ADTV) atingiu R$ 29 bilhões em novembro e R$ 31 bilhões em dezembro de 2025, chegando a R$ 33 bilhões em janeiro, indicando um aumento de 40% na comparação anual e de 8% em relação ao mês anterior. A gestora Apex Capital considera a leitura sobre a B3 como positiva, diante da revisão para cima das estimativas de lucro do consenso para 2026, impulsionada pelo benefício fiscal via juros sobre capital próprio (JCP) e por volumes de negociação acima do projetado pelo mercado.
Paulo Weickert, sócio da Apex Capital, destaca a forte alavancagem operacional da B3, com volumes mais elevados em ações e derivativos, enquanto a concorrência não deve afetar o desempenho no curto prazo. A Blue3 Research também posiciona a B3 em um cenário favorável, com a empresa integrando as carteiras recomendadas da casa e apresentando condições para o “rompimento de sua máxima histórica” nesse horizonte.
Recomendações e Ajustes no Mercado
A XP Investimentos aumentou a participação de B3SA3 de 10% para 12,5% em sua carteira de dividendos, citando a expectativa de recuperação da atividade no mercado de capitais, impulsionada pela continuidade de fortes entradas de fluxo estrangeiro em ações brasileiras.
A corretora também destaca a gestão de qualidade, o modelo de negócios sólido e a natureza mais defensiva da B3, além do histórico de pagamento consistente de dividendos, com um payout que variou entre 97% e 124% nos últimos 3 anos. Apesar da leitura positiva, algumas casas optaram por realizar lucros após a forte valorização recente.
A Planner retirou a ação da B3 de sua carteira de recomendações neste mês, citando a estratégia de realização de ganhos após a alta registrada em janeiro, mas elogiou a diversificação de receitas e os dividendos significativos. A XP Investimentos também destaca a importância do investimento em tecnologia e novos produtos, que podem impulsionar o crescimento da B3 nos próximos anos.
A atenção dos investidores se volta para o balanço do quarto trimestre de 2025, que será divulgado em breve. O Safra e outros bancos esperam uma temporada favorável para as empresas do mercado de capitais brasileiro, com expectativa de crescimento sólido de receita, impulsionado por volumes mais robustos e pelo impacto positivo da aquisição de ativos intangíveis.
