Azul sai da recuperação judicial nos EUA! 🚀 A Azul encerrou formalmente o processo de recuperação judicial nos EUA após acordos com credores e GPA. Saiba mais!
A Azul anunciou na sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026, o encerramento formal do processo de recuperação judicial nos Estados Unidos. A saída do Capítulo 11 se concretizou após o pagamento integral do financiamento DIP (debtor-in-possession) e a conclusão de uma oferta pública de ações.
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O comunicado completo está disponível aqui ( – 221 kB). A companhia aérea finalizou a reestruturação financeira voluntária, conforme acordos estabelecidos com diversos credores.
Entre os principais participantes foram detentores de títulos de dívida negociados no mercado financeiro e a GPA, a maior arrendadora de aeronaves da Azul. Além disso, o apoio foi garantido por duas grandes investidoras do setor aéreo, American Airlines e United Airlines, com a última elevando sua participação na Azul de 2% para 8%.
A Azul ressaltou em seu comunicado que “concluiu com sucesso seu processo voluntário de reestruturação financeira”. O processo de recuperação judicial teve início em maio de 2025. Em dezembro do mesmo ano, a Justiça dos Estados Unidos homologou o plano proposto pela companhia aérea.
A empresa conseguiu reduzir significativamente sua dívida, diminuindo empréstimos e financiamentos em cerca de US$ 1,1 bilhão e reduzindo a dívida relacionada a arrendamentos de aeronaves em quase 40%. Com essa reestruturação, a Azul estima que os pagamentos anuais de juros diminuam mais de 50% em relação aos níveis anteriores ao Capítulo 11, enquanto os custos recorrentes com o arrendamento de aeronaves devem diminuir aproximadamente 1/3.
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O plano de reorganização também incluiu a captação de recursos significativos: aproximadamente US$ 1,375 bilhões provenientes da emissão de notas sênior (títulos de dívida) e US$ 950 milhões obtidos por meio de compromissos em equity (ações da empresa).
Mudanças no capital social da Azul foram implementadas, elevando-o para R$ 21,76 bilhões após a liquidação da oferta de saída e o grupamento de ações. O valor total é dividido em 54,73 bilhões de ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal.
O Conselho de Administração aprovou três séries de bônus de subscrição em 19 de fevereiro de 2026. Se todos os bônus forem exercidos, o número total de ações poderá chegar a 62,18 bilhões.
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