A Azul S.A. (AZUL53) anunciou nesta sexta-feira, 20, que concluiu sua saída do processo de recuperação judicial nos Estados Unidos, conhecido como Chapter 11. Essa decisão marca o encerramento de uma reestruturação financeira que durou menos de nove meses e que já havia sido formalmente implementada pela companhia aérea, conforme divulgado em fato relevante.
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Novas Investidas e Redução de Dívidas
Como parte da conclusão do processo, a Azul recebeu investimentos significativos, incluindo US$ 850 milhões em ações. Esses aportes foram feitos por detentores de títulos. Além disso, a companhia formalizou um compromisso de investimento adicional de US$ 100 milhões com a American Airlines, ainda sujeito à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
A aérea também realizou uma redução substancial em suas dívidas, captando US$ 1,375 bilhão em novos títulos de saída e diminuindo aproximadamente US$ 2,5 bilhões em dívidas e obrigações de arrendamento, em comparação com os valores anteriores ao pedido de recuperação judicial.
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Redução de Custos e Alavancagem
A Azul conseguiu reduzir significativamente seus custos financeiros, com um corte superior a 50% nas despesas anuais com juros e uma diminuição de cerca de 36% na dívida de leasing de aeronaves, sem afetar a capacidade operacional da empresa.
A alavancagem líquida proforma atingiu um nível recorde, abaixo de 2,5 vezes, o menor da história da companhia, indicando uma estrutura financeira muito mais saudável.
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Operações e Perspectivas Futuras
Durante o período de reestruturação, a Azul manteve suas operações regulares, com cerca de 800 voos diários, atendendo mais de 130 cidades em aproximadamente 250 rotas. A frota da empresa, que totaliza cerca de 175 aeronaves, é composta majoritariamente por aviões de nova geração.
Com a estrutura de capital reequilibrada, a Azul planeja focar em um crescimento mais disciplinado, buscando a eficiência operacional e a geração de valor a longo prazo.
