CADE analisa recurso da Azul e atraso na saída do Capítulo 11 ameaça a companhia! 🚨 A Azul alerta para riscos na operação com a United Airlines e busca garantir sua continuidade. Saiba mais!
A Azul apresentou ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) que a demora na conclusão do processo de falência reorganizacional (Chapter 11) representa “riscos graves” para a saúde financeira e a própria operação da companhia aérea.
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A análise do caso envolvendo a parceria com a United Airlines, parte do processo de reestruturação, está sendo avaliada nesta quarta-feira (11), após um recurso apresentado pelo Instituto de Pesquisas e Estudos da Sociedade e Consumo (IPSConsumo).
O conselheiro-relator do caso, Diogo Thomson, habilitou o IPSConsumo como terceiro interessado, devido à complexidade da operação e à existência de questões estruturais ainda em aberto, especialmente em relação à governança e aos incentivos concorrenciais.
Thomson ressaltou que o pedido do instituto não se limita a meras alegações, e possui elementos probatórios que fundamentam o pleito, sendo objeto de apreciação detalhada em eventual análise de mérito. A Azul argumenta que a operação com a United Airlines é crucial para manter a companhia como um concorrente forte e agressivo, beneficiando os consumidores.
O IPSConsumo entrou com recurso, alegando que a análise do CADE deveria incluir também a operação com a American Airlines, devido ao forte entrelaçamento estratégico da United e à influência das duas empresas americanas no setor latino-americano.
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O instituto também critica o uso excessivo de cláusulas de confidencialidade e a omissão de informações relevantes para o contraditório, além de citar participações cruzadas envolvendo United, American e o grupo Abra/Gol. A Azul, por sua vez, defende que a operação com a American Airlines envolverá um investimento minoritário independente, sem a participação da United.
Para a saída do Chapter 11, a Azul precisa captar pelo menos US$ 850 milhões, por meio de uma Oferta Pública de Ações, com aportes de US$ 750 milhões por credores e US$ 100 milhões pela United. A Azul sustenta que a prorrogação da análise do CADE pode colocar em risco a continuidade operacional da empresa, especialmente devido aos altos custos mensais associados à conclusão do processo de reestruturação.
O CADE irá analisar o recurso do IPSConsumo nesta quarta-feira (11), o que poderá prolongar o processo de avaliação da operação. A decisão final do órgão antitruste será crucial para determinar se a Azul poderá seguir com a parceria com a United Airlines e retomar sua capacidade de competir no mercado doméstico e internacional.
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