Operação Compliance Zero: Augusto Lima, ex-CEO do Banco Master, é preso com R$ 1,6M. Investigação apura fraudes em crédito consignado e papel do Credcesta.
Em novembro de 2025, Augusto Lima, conhecido como Guga Lima, foi alvo da Operação Compliance Zero da Polícia Federal, sendo preso na condição de ex-sócio e ex-CEO do Banco Master. A detenção ocorreu após a apreensão de R$ 1,6 milhão em espécie e bens de alto valor em sua residência.
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A operação investiga fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master e ao crédito consignado. A separação societária anterior à intervenção do Banco Central e a autorização formal do Banco Central explicaram por que o Banco Pleno, sob o controle de Lima, não sofreu a liquidação extrajudicial decretada para o Banco Master.
O Credcesta, produto de crédito consignado, teve sua origem na Bahia, através de contratos e convênios com o Estado. A expansão do produto contou com a interlocução direta da administração estadual. O Credcesta se tornou um dos principais produtos de crédito consignado do grupo empresarial de Lima, impulsionando o crescimento do Banco Master.
A centralidade do Credcesta nas investigações sobre crédito consignado em órgãos públicos, juntamente com a trajetória de Augusto Lima, o tornaram uma figura sensível no caso Master. A complexidade das operações financeiras envolvendo o Credcesta e a sua ligação com a administração estadual foram pontos cruciais na investigação.
Em junho de 2025, Augusto Lima adquiriu o Banco Voiter S.A., instituição que fazia parte do conglomerado prudencial do grupo. A operação foi aprovada pelo Banco Central e, em agosto de 2025, o banco passou a se chamar Banco Pleno S.A., sob o controle de Lima.
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O empresário realizou aportes de capital que somaram cerca de R$ 160 milhões no novo banco.
A investigação da Operação Compliance Zero revelou uma rede financeira complexa, envolvendo a venda de créditos inexistentes pelo Banco Master, a transferência de recursos para Augusto Lima e a utilização do Credcesta como principal produto de crédito consignado.
A autoridade monetária, através do Banco Central, identificou as irregularidades e comunicou ao Ministério Público Federal em julho de 2025.
O Banco Central informou que, de abril a novembro de 2025, o Banco Master buscou “injeção de recursos via venda de ativos pessoais”. O conglomerado de Vorcaro tinha incapacidade de cumprir o recolhimento de compulsórios.
Na tentativa de dar sustentabilidade financeira ao Master, o Banco Central autorizou a transferência de ativos do conglomerado, o que, na prática, livrou o Banco Pleno de intervenção e de liquidação extrajudicial.
Ou seja, parte dos recursos foram redirecionados para Augusto Lima.
O Poder360 procurou o Banco Central e o Banco Pleno, que não responderam até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto para manifestação.
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