Investigação do Banco Master: Desdobramentos e Disputas Judiciais
A Polícia Federal cancelou os depoimentos de dois executivos investigados no caso envolvendo o Banco Master, marcados para 27 de janeiro de 2026. Entre eles, o empresário Augusto Lima, sócio do Banco Pleno, que anteriormente pertencia ao conglomerado financeiro de Daniel Vorcaro.
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O ministro Dias Toffoli, do STF, autorizou o depoimento de oito investigados na segunda e terceira feira, mas apenas Dario Oswaldo Garcia Junior, ex-diretor financeiro do Banco de Brasília, e Luiz Antonio Bull, ex-diretor do Banco Master, responderam às perguntas dos investigadores.
Desafios na Investigação
Os investigadores buscam esclarecer possíveis irregularidades na tentativa de venda da instituição para o BRB (Banco de Brasília). As audiências são acompanhadas pelo juiz auxiliar do gabinete do ministro Toffoli, pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e pela delegada Janaina Pereira Lima Palazzo, responsável pela condução do inquérito.
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A complexidade do caso envolve diversas disputas judiciais e a atuação de diferentes atores, incluindo o empresário Augusto Lima, figura central na operação.
Perfil de Augusto Lima
Augusto Lima, conhecido no mercado financeiro como Guga Lima, é um empresário brasileiro com atuação no setor de crédito consignado e no sistema bancário. Nascido na Bahia, Lima construiu sua carreira a partir do varejo popular, ascendendo rapidamente no setor financeiro a partir de 2018, quando entrou no segmento de crédito ligado à administração pública e a funcionários públicos.
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Sua trajetória está associada a interlocuções com governos estaduais e redes políticas locais, especialmente na Bahia, e à operação Compliance Zero, desencadeada para investigar fraudes financeiras envolvendo o Banco Master.
Disputas Judiciais e Estruturas Sociais
A aquisição do Banco Voiter S.A. por Lima, em 2024, e sua posterior transformação em Banco Pleno S.A., sob seu controle, geraram complexas disputas judiciais. A família Rezende Barbosa, ex-proprietária do Banco Voiter, reivindica o pagamento de cerca de R$ 247 milhões restantes da dívida originária de debêntures emitidas ao Banco Master em 2024.
A Justiça chegou a bloquear cerca de R$112 milhões em contas ligadas a Lima, em ação de execução de dívida antes da deflagração da operação da PF. Advogados do caso apontam para a complexidade das estruturas sociais envolvidas, com a utilização de fiadores solidários, como Daniel Vorcaro e Maurício Quadrado, para garantir a segurança jurídica dos investidores.
Considerações Finais
A investigação do Banco Master, com seus desdobramentos e disputas judiciais, demonstra a complexidade do sistema financeiro e a importância da atuação de órgãos de fiscalização e da justiça na busca por responsabilização e na garantia da segurança jurídica.
O caso envolve a análise de estruturas societárias, a avaliação de riscos e a busca por evidências que possam esclarecer as irregularidades e determinar as responsabilidades envolvidas.
