Ator Henri Castelli sofre crise durante prova em reality show; equipe médica acionada. Dr. Saulo Nader explica causas e riscos de convulsões.
O ator Henri Castelli passou por uma situação de emergência durante uma dinâmica de resistência em um reality show. A ocorrência, que gerou preocupação e críticas nas redes sociais, aconteceu na manhã de quarta-feira, 14 de janeiro. Durante a atividade, o participante caiu da estrutura montada, mobilizando outros confinados e acionando a equipe de produção.
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A disputa, iniciada na noite anterior, avançou até ser interrompida por volta das 9h, quando Henri perdeu a consciência.
A equipe de produção e os demais participantes solicitaram ajuda e a entrada da equipe médica. O episódio teve repercussão imediata nas redes sociais, onde usuários expressaram preocupação com o estado de saúde do ator e apontaram a demora no atendimento.
Um dos comentários mais compartilhados mencionava a “agonia” causada pela demora no atendimento.
Henri Castelli foi retirado do local e recebeu os primeiros cuidados médicos fora do alcance das câmeras. Até o momento, não há confirmação sobre o possível retorno do ator ao confinamento ou impacto no andamento da prova. A produção do programa também não detalhou se haverá mudanças nas regras por conta da intercorrência.
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Para compreender possíveis causas do episódio, o neurologista Dr. Saulo Nader concedeu entrevista à EXAME. Ele explica que uma crise convulsiva pode ocorrer quando há uma descarga elétrica excessiva e desorganizada no cérebro. Essa alteração pode ser pontual ou recorrente, e nem sempre significa epilepsia.
Segundo o especialista, as causas de uma convulsão são variadas e vão desde fatores transitórios como febre, uso ou abstinência de substâncias, até condições neurológicas estruturais ou metabólicas. Ele acrescenta: “Uma convulsão também pode ser provocada por uma lesão aguda no cérebro, como, por exemplo, um sangramento, uma meningite ou uma epilepsia, que pode ser genética ou estrutural.
Alguma coisa no cérebro é a fonte do curto-circuito, como uma cicatriz, uma má formação ou uma calcificação”.
O neurologista também detalha que a convulsão pode estar associada a diferentes situações, como Epilepsia, Traumatismo Craniano, AVC, Tumores Cerebrais, Infecções do Sistema Nervoso Central, Alterações Metabólicas, Doenças Genéticas ou Neurodegenerativas.
Ele ressalta: “Nem sempre existe uma doença grave por trás, mas é fundamental investigar para entender a origem”.
O especialista pontua que o distúrbio pode ocorrer com maior incidência em determinadas pessoas, considerando características como idade ou condições de saúde. Ele menciona: Crianças pequenas, especialmente por febre alta, Idosos, geralmente associados ao AVC ou doenças degenerativas, Pessoas com histórico de problemas neurológicos, como epilepsia ou lesões cerebrais, Indivíduos com uso excessivo de álcool ou drogas, ou em abstinência.
Durante conversas dentro da casa, Henri Castelli relatou a outros participantes o hábito de consumir vinho diariamente pela manhã. Segundo o Dr. Saulo Nader, a interrupção repentina da ingestão de álcool pode representar um fator relevante na ocorrência de convulsões, especialmente em indivíduos com consumo regular. “Mudanças abruptas no organismo podem desencadear convulsões em algumas pessoas, especialmente quando envolvem álcool.
O consumo frequente de álcool seguido de uma interrupção súbita pode provocar abstinência alcoólica, que é uma causa conhecida de convulsões”, detalha.
Além disso, o neurologista menciona que problemas na alimentação e consumo adequado de água podem elevar o risco. “Restrição alimentar, desidratação, alterações do sono e estresse físico intenso comuns em situações extremas também podem contribuir como fatores desencadeantes”.
O especialista também informa que uma convulsão pode causar sequelas. Para o Dr. Saulo Nader, na maioria dos casos, uma convulsão isolada, breve e bem assistida não causa danos permanentes. “O risco aumenta quando as convulsões são prolongadas e ocorrem em sequência, sem recuperação.
Há queda, trauma ou falta de oxigenação. Por isso, convulsões repetidas ou longas exigem atendimento médico imediato. Inclusive, proteger a cabeça com blusa para as pessoas não se machucarem”.
O especialista recomenda: Manter a calma, Deite a pessoa de lado, para evitar aspiração de saliva ou vômito, Afaste objetos que possam causar ferimentos, Não segure a pessoa à força, Não coloque nada na boca, Observe o tempo da crise e proteger a cabeça para pessoas não se machucarem.
Nessas circunstâncias, o neurologista também reforça: “Se a convulsão durar mais de 5 minutos, se repetir ou for a primeira da vida, é essencial chamar atendimento médico imediatamente”.
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