Ativista brasileiro Thiago Ávila é interrogado em Israel após incidente na Flotilha a Gaza

Ativista brasileiro Thiago Ávila é interrogado em Israel após incidente na flotilha a Gaza. Detenções complexas envolvendo ativistas e acusações de atividades

02/05/2026 08:38

2 min

Ativista brasileiro Thiago Ávila é interrogado em Israel após incidente na Flotilha a Gaza
(Imagem de reprodução da internet).

O Ministério das Relações Exteriores de Israel confirmou, neste sábado (2 de maio de 2026), que o ativista brasileiro Thiago Ávila está atualmente no país, onde será interrogado pelas autoridades. Ávila estava a bordo de um barco da flotilha Global Sumud, que transportava ajuda humanitária destinada à Faixa de Gaza, quando o incidente ocorreu na quarta-feira (29 de abril).

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As informações foram divulgadas nas redes sociais, especificamente no X, pela assessoria do Ministério.

A expectativa é que Ávila receba uma visita consular do representante do Brasil em Israel. As autoridades israelenses declararam que ele é considerado um “suspeito de atividades ilegais”. A situação complexa envolve Saif Abu Keshek, membro do PCPA – organização designada e sancionada pelos Estados Unidos como uma fachada do Hamas – e também Thiago Ávila, que opera em conjunto com o PCPA e enfrenta as mesmas suspeitas.

Thiago Ávila já havia sido detido anteriormente pelas forças israelenses em junho e outubro de 2025. A situação se agrava com a detenção de outros ativistas, incluindo Mandi Coelho, do PSTU e pré-candidata a deputada federal por São Paulo, Leandro Lanfredi, da Transpetro, diretor do Sindipetro-RJ e da Federação Nacional dos Petroleiros, e Thainara Rogério, ativista com nacionalidade espanhola, que viajava com a delegação catalã.

A flotilha partiu de Catania, na Itália, em 26 de abril.

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O Ministério das Relações Exteriores de Israel, em comunicado publicado no X na quinta-feira (30 de abril), classificou os ativistas detidos como “provocadores” e afirmou que as forças israelenses agiram em conformidade com o direito internacional, buscando garantir a segurança de todos a bordo.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu (partido Likud, direita), também expressou apoio à Marinha israelense e reiterou que a flotilha é composta por apoiadores do grupo extremista Hamas, afirmando que os navios foram repelidos e não avançaram para águas territoriais.

O porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Tommy Pigott, demonstrou apoio a Israel e criticou a iniciativa em apoio ao Hamas, defendendo que aliados tomem medidas contra a flotilha. Pigott também mencionou a possibilidade de o governo americano utilizar ferramentas para impor consequências aos envolvidos.

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