Rússia intensifica ataques noturnos em Kiev e outras cidades ucranianas. Explosões em Kyiv, Kharkiv, Sumy e Chernihiv. Prefeito Klitschko relata mortos e feridos. Ataques visam infraestrutura e geram interrupções no fornecimento de energia
A Rússia intensificou seus ataques noturnos contra a Ucrânia, com o maior ataque aéreo registrado neste ano, conforme relataram autoridades locais em sábado (24). Os ataques ocorreram em Kiev, Kharkiv, Sumy e Chernihiv, em resposta às negociações trilaterais que envolveram representantes da Rússia, Ucrânia e Estados Unidos, realizadas em Abu Dhabi.
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A capital ucraniana, Kiev, sofreu os impactos mais significativos, com relatos de explosões e danos a edifícios.
O prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, informou que pelo menos uma pessoa morreu e quatro ficaram feridas devido aos destroços. Os ataques também causaram interrupções no fornecimento de aquecimento e água para quase 6.000 blocos de apartamentos. A temperatura em Kiev na manhã de sábado era de -12°C, exacerbando a situação para a população local.
Explosões foram ouvidas em Kyiv, sob o título de “ataque inimigo maciço”, de acordo com o prefeito. Os ataques a Kiev representam um esforço contínuo para desestabilizar o país e atingir alvos estratégicos, incluindo infraestrutura crítica.
Além de Kiev, a cidade de Kharkiv e outras cidades, como Sumy e Chernihiv, também foram alvo de ataques. A maternidade e um dormitório para deslocados internos em Kharkiv foram danificados, resultando em 19 feridos, incluindo uma criança. Os ataques se concentraram no setor energético da Ucrânia, que é considerado crucial durante o inverno rigoroso.
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As negociações trilaterais, que envolveram delegações de Rússia, Ucrânia e Estados Unidos, foram concluídas em Abu Dhabi. Embora os detalhes do andamento das conversas sejam escassos, a região de Donbas continua sendo o principal ponto de discórdia.
A Rússia exige que a Ucrânia se retire da região, enquanto a Ucrânia rejeita repetidamente essa exigência.
A região de Donbas, que compreende as regiões de Donetsk e Luhansk, é de extrema importância estratégica para a Rússia. É o local de origem da invasão russa em 2014 e abriga um “cinturão de fortalezas” que protege a linha de frente ucraniana e fornece abastecimento crucial.
A perda de Donbas deixaria o restante do leste da Ucrânia vulnerável.
As negociações envolveram uma equipe de observadores russos, incluindo um alto espião e chefe da inteligência militar, além de negociadores de alto nível da Ucrânia e representantes dos EUA, incluindo o enviado do presidente Donald Trump, Steve Witkoff, e o genro de Trump, Jared Kushner.
O governo Trump pressionou a Ucrânia para que aceitasse um acordo de paz, apesar das preocupações sobre os possíveis benefícios para a Rússia.
Quase quatro anos após a invasão em grande escala, a Rússia ocupa cerca de 20% do território ucraniano, incluindo a maior parte de Luhansk e partes de Donetsk, Kherson e Zaporizhzhia. Após o primeiro dia de negociações, o principal negociador da Ucrânia, Rustem Umerov, expressou o desejo de alcançar uma “paz digna e duradoura”, agradecendo aos EUA pela mediação.
O presidente Zelensky adotou um tom cauteloso, afirmando que era “cedo demais” para tirar conclusões das conversas de sexta-feira.
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