Ataque dos EUA à Venezuela deixa dezenas de mortos, incluindo civis e militares. Operação em Catia La Mar, em 3 de janeiro de 2026, causa repúdio
Um funcionário de alto escalão do governo venezuelano informou que pelo menos 40 pessoas, incluindo civis e militares, perderam a vida no ataque realizado pelos Estados Unidos à Venezuela. A operação militar norte-americana ocorreu na madrugada de sábado, 3 de janeiro de 2026.
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A informação foi divulgada pelo New York Times.
Uma idosa de 80 anos, Rosa González, está entre as vítimas confirmadas. Ela faleceu após um ataque aéreo atingir um prédio residencial de três andares em Catia La Mar, uma área costeira próxima ao aeroporto internacional de Caracas. Relatos no local indicam que o ataque causou danos significativos no edifício.
Uma pessoa ficou ferida e foi encaminhada para um hospital. Até o momento da publicação desta reportagem, as autoridades venezuelanas não haviam divulgado números oficiais sobre o número total de feridos ou a extensão dos danos.
O presidente Donald Trump declarou que nenhum militar norte-americano morreu na missão. Em seu perfil na rede social Truth Social, o presidente anunciou que os Estados Unidos assumiriam temporariamente a administração do país, com foco na exploração e venda do petróleo venezuelano.
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O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que não foi possível comunicar os congressistas com antecedência sobre a operação.
Há questionamentos sobre a legitimidade de uma operação militar em outro país sem a aprovação do Conselho de Segurança da ONU. O presidente Trump justificou a ação como desnecessária.
A situação levanta dúvidas sobre o cumprimento de leis dos Estados Unidos, que exigem a aprovação prévia do Congresso para operações militares em outros países.
A vice-presidente, Delcy Rodríguez, classificou a ação dos EUA como uma violação da soberania venezuelana e reafirmou que o presidente Nicolás Maduro continua sendo o líder legítimo do país. A Venezuela declarou-se aberta a uma relação respeitosa com o governo Trump, desde que baseada no direito internacional.
A vice-presidente também afirmou que a Venezuela não aceitaria ser uma colônia de qualquer outro país.
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