Ataque a embarcação no Caribe causa mortes e revolversa ONU e Venezuela criticam operação dos EUA. Mortes de 3 pessoas são investigadas pela ONU.
Os Estados Unidos realizaram, neste domingo, 2, um novo ataque contra uma embarcação suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas no Caribe. O incidente resultou na morte de três pessoas, conforme confirmado pelo secretário de Defesa norte-americano, Pete Hegseth.
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A operação faz parte de uma série de ações coordenadas para combater o tráfico internacional de entorpecentes.
Segundo Hegseth, a embarcação “era conhecida da inteligência por atuar no contrabando de narcóticos” e, no momento do ataque, “abrigava três narcoterroristas”. As forças americanas utilizaram apoio de navios e caças deslocados para a região, incluindo Porto Rico, para executar a operação.
O Pentágono informou que mais de 15 embarcações foram alvo de ataques nas últimas semanas, resultando em pelo menos 65 mortes. Imagens divulgadas por autoridades dos EUA mostram os momentos do ataque, caracterizados por explosões e incêndios a bordo.
Algumas das imagens incluem trechos borrados, o que dificulta a verificação precisa do número de ocupantes da embarcação.
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Especialistas e organizações internacionais têm manifestado forte crítica em relação à operação. A Organização das Nações Unidas (ONU) solicitou, na sexta-feira, 1º, a suspensão imediata dos ataques, considerando as mortes como possíveis violações do direito internacional.
O alto comissário da ONU para direitos humanos, Volker Turk, declarou que as vítimas foram executadas “em circunstâncias que não encontram justificativa legal”. A declaração reflete preocupações sobre a natureza da operação e o potencial impacto em direitos humanos.
O governo da Venezuela também reagiu à operação. O presidente Nicolás Maduro acusou Washington de utilizar o combate ao tráfico como pretexto para pressionar Caracas e buscar uma mudança de regime no país. Até o momento, o governo americano não apresentou evidências públicas que comprovem o envolvimento direto dos alvos com o narcotráfico ou ameaças à segurança dos EUA.
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