Detecção de Matéria Escura Após Mais de um Século de Teoria
Após quase um século de especulação, a matéria escura pode ter sido finalmente detectada. O astrofísico Tomonori Totani, da Universidade de Tóquio, anunciou a identificação de sinais de raios gama que correspondem às previsões da aniquilação de partículas de matéria escura.
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A descoberta, publicada no Journal of Cosmology and Astroparticle Physics, resultou da análise de 15 anos de dados coletados pelo Telescópio Espacial Fermi da NASA.
O Que é Matéria Escura?
A matéria escura, proposta em 1930 pelo astrônomo Fritz Zwicky, explica a rotação acelerada de galáxias em aglomerados. As partículas que a compõem não interagem com a luz, tornando-as invisíveis. Estima-se que representem cerca de 85% da massa total do universo.
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Aniquilação de Matéria Escura e Raios Gama
A teoria mais aceita sugere que a matéria escura é composta por WIMPs (partículas massivas de interação fraca). Quando duas partículas de matéria escura colidem, liberam raios gama de alta energia, exatamente o que foi detectado por Totani. A análise focou no halo galáctico, uma região pouco explorada da Via Láctea.
Descoberta no Halo Galáctico
A pesquisa revelou um excesso significativo de raios gama, com energia de aproximadamente 20 gigaeletronvolts, correspondendo às previsões para WIMPs com uma massa 500 vezes maior que a de um próton. A equipe de Totani observou uma estrutura semelhante a um halo se estendendo em direção ao centro da Via Láctea.
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Próximos Passos e Desafios
A comunidade científica permanece cautelosa, aguardando a confirmação independente dos resultados. É crucial descartar que os sinais sejam provenientes de fontes convencionais, como estrelas de nêutrons. A detecção de sinais idênticos em galáxias anãs próximas fortaleceria a descoberta, indicando a existência de uma nova partícula não incluída no modelo padrão da física.
