IBGE em crise: Sindicato denuncia gestão autoritária de Pochmann! O Assibge acusa o presidente Marcio Pochmann de desrespeito à autonomia técnica e de práticas autoritárias no IBGE. Saiba mais!
Em fevereiro de 2026, o Sindicato Nacional dos Trabalhadores do IBGE (Assibge) intensificou a crítica à gestão do instituto, liderada pelo presidente Marcio Pochmann. O sindicato argumenta que o IBGE está sofrendo de uma condução autoritária, marcada por exonerações seletivas, descontinuidade de áreas estratégicas e a supressão do diálogo com os funcionários.
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A disputa se acirrou após declarações de Pochmann sobre a “modernização” do sistema de estatísticas em regime não autoritário e a alegação de que o IBGE vivia um “excelente momento”.
O Assibge destaca que, apesar da postura democrática proclamada, Pochmann não recebe o sindicato desde 2024, ignora ofícios e pedidos de reunião, e frequentemente utiliza sua substituta para interações institucionais. Além disso, o sindicato denuncia o veto ao uso do espaço do Horto, local tradicional de atividades do núcleo sindical, como uma medida de isolamento.
As declarações do presidente sobre a “desinformação” dos servidores são vistas como uma tentativa de deslegitimar as críticas e transferir a responsabilidade do conflito para os trabalhadores.
O sindicato aponta para uma série de ações que demonstram a condução verticalizada da gestão. Entre elas, a exoneração concentrada de funcionários que expressaram posições técnicas ou institucionais divergentes, o esvaziamento de áreas estratégicas sem justificativa técnica transparente e o tratamento do contraditório como “desinformação”.
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Essas práticas, segundo o Assibge, criam um ambiente de insegurança e instabilidade, levando à perda de quadros experientes e à desconfiança entre os servidores.
O Assibge ressalta que o IBGE sempre foi reconhecido por sua capacidade técnica autônoma, construída coletivamente e preservada ao longo de décadas, mesmo em diferentes contextos políticos. O sindicato defende que a modernização do sistema de estatísticas deve ser acompanhada de planejamento técnico, transparência, escuta qualificada dos funcionários públicos e preservação da autonomia estatística.
A disputa, portanto, não é sobre resistência à modernização, mas sobre o método de gestão, o respeito à autonomia técnica e o direito à divergência.
A situação no IBGE, segundo o Assibge, exige uma mudança de direção. A alegação de que o instituto vive um “excelente momento” ignora as denúncias recorrentes e os questionamentos públicos sobre a gestão. O IBGE é um órgão de Estado e patrimônio do povo brasileiro, e não pode ser tratado como projeto pessoal de uma gestão circunstancial.
A resolução do conflito passa pelo diálogo, pela escuta e pela garantia da autonomia técnica, assegurando que o IBGE continue a desempenhar seu papel fundamental na produção de informações estatísticas confiáveis e relevantes para o país.
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