Assembleia do Corinthians é suspensa por liminar judicial; o que muda no estatuto?

Assembleia do Corinthians é suspensa por liminar judicial! O que pode invalidar a reforma do estatuto? Saiba os detalhes do caso.

13/04/2026 18:48

2 min

Assembleia do Corinthians é suspensa por liminar judicial; o que muda no estatuto?
(Imagem de reprodução da internet).

Assembleia Geral do Corinthians é Suspensa por Decisão Judicial

A assembleia geral de associados do Corinthians, que estava programada para o dia 18 de abril com o objetivo de votar a reforma do estatuto do clube, teve sua realização suspensa por uma liminar judicial nesta segunda-feira, 13 de abril de 2026.

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A determinação veio do juiz Luis Fernando Nardelli, atuando na 3ª Vara Cível do Foro Regional do Tatuapé, após um pedido formal feito pelo conselheiro Felipe Ezabella.

Motivação da Suspensão Judicial

Na decisão, o magistrado ressaltou que realizar a assembleia com falhas processuais poderia invalidar as deliberações, causando instabilidade no clube e prejudicando a segurança dos associados.

Ezabella explicou que recorreu à Justiça após identificar alertas internos sobre irregularidades no andamento do processo. Ele enfatizou que a medida visa assegurar que o debate ocorra estritamente dentro das normas estabelecidas.

Pautas em Debate na Reforma Estatutária

Segundo o conselheiro, há grande interesse em discutir propostas importantes, como a ampliação do colégio eleitoral, a possibilidade de voto para os torcedores, a responsabilização de dirigentes e a reestruturação de órgãos internos do clube.

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Contexto das Discussões sobre o Estatuto

O debate sobre a reforma estatutária teve início em 9 de março, durante uma reunião de conselheiros realizada no Parque São Jorge. Entre os pontos centrais em discussão estava o direito de voto aos torcedores e a viabilidade de transformar o clube em Sociedade Anônima do Futebol.

Tensão Política e Encontros de Conselheiros

Antes da votação, o presidente do clube acusou o presidente do Conselho Deliberativo, Romeu Tuma Júnior, de interferência na gestão. Ele relatou ter sido ameaçado em um encontro anterior, sentindo-se coagido a seguir determinações sob ameaça de retaliação.

Após esse episódio, a reunião foi marcada por intensas discussões entre conselheiros e acabou sendo suspensa. Sem condições de prosseguir, o encontro foi encerrado.

Desenrolar dos Eventos Recentes

Dias depois, Stabile convocou uma nova sessão com o intuito de votar o afastamento cautelar de Tuma. Em uma reunião ocorrida em 23 de março, 115 dos 137 conselheiros presentes votaram pela saída do dirigente, uma decisão que encontra resistência interna.

Mesmo sem uma confirmação judicial sobre o afastamento, Tuma havia convocado a assembleia geral de associados para o dia 18 de abril, data que agora foi suspensa pela liminar judicial.

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