Artistas como Scarlett Johansson e Cate Blanchett lideram protesto contra uso de obras em IA. Campanha busca regulamentação e proteção dos direitos autorais.
Um grupo que reúne mais de 700 profissionais da indústria criativa dos Estados Unidos, incluindo nomes como Scarlett Johansson, Cate Blanchett e Joseph Gordon-Levitt, lançou uma campanha de protesto contra as práticas de grandes empresas de tecnologia no uso de obras protegidas por direitos autorais em sistemas de inteligência artificial.
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A iniciativa surge em um momento de debate regulatório em que governos dos EUA e da Europa avaliam como lidar com o uso de dados em sistemas automatizados. O movimento argumenta que a utilização não autorizada de conteúdos criativos não representa inovação, mas sim uma violação dos direitos dos artistas.
O manifesto divulgado destaca que diversas plataformas de inteligência artificial têm utilizado obras sem permissão, compensação ou transparência. Essa prática representa uma ameaça direta aos direitos dos criadores, impactando setores como cinema, TV, música, literatura, mídia digital e outros.
A campanha defende que o licenciamento de conteúdo é o modelo a ser seguido, garantindo a proteção autoral sem comprometer a inovação.
Scarlett Johansson já se manifestou publicamente contra o uso de sua imagem em sistemas de IA. Em 2024, a atriz entrou com uma ação judicial contra um aplicativo que utilizou sua voz e aparência sem autorização. Além disso, ela criticou a inspiração do filme “Ela” (Her) no chatbot da OpenAI.
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Cate Blanchett também tem se posicionado sobre o tema, juntamente com Joseph Gordon-Levitt, que em 2023, participou de um grupo de 400 artistas que assinaram uma carta aberta ao governo dos EUA, defendendo a preservação dos direitos autorais diante do avanço da inteligência artificial.
Os signatários do manifesto ressaltam que o ecossistema criativo dos Estados Unidos é uma referência mundial, mas que tem sido explorado por empresas apoiadas por fundos privados e investidores, que muitas vezes ignoram as preocupações dos criadores.
A situação exige uma regulamentação que proteja os direitos autorais e promova um futuro da inteligência artificial que respeite a produção artística e cultural.
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